O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) realizou na noite de quinta-feira (2) a captação de múltiplos órgãos e tecidos. Durante quase cinco horas de trabalho foram captados uma córnea, coração, fígado e dois rins. Uma equipe da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) é responsável por esse procedimento no Pará. A equipe, que tem disponibilidade para fazer esse trabalho em todos os Estados do norte do país, é formada pelos médicos Maurício Iasi, Luís Nazareno e Reuber Viana, pelas enfermeiras Alessandra Amaral e Tânia Sena, e a assistente social Vanessa Pimentel.
A Sespa, por meio da Central de Transplante, apoia o desenvolvimento de projetos de descentralização de captação de órgãos em todo o Pará. O Instituto de Saúde Santa Maria (Idesma), organização responsável pela gestão dos hospitais Metropolitano (localizado no município de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém) e Regional Público do Araguaia (em Redenção, no sul do Estado), vem investindo em procedimentos mais complexos e em projetos de pesquisa.
“As captações eram realizadas somente no Hospital Ophir Loyola, que era o único a realizar a prova documental da morte encefálica. Agora, com a reestruturação do HMUE, a profissionalização da Comissão Intra-hospitalar de Órgãos e Tecidos para Transplantes, e a contratação de alguns serviços, é possível realizar captação de múltiplos órgãos e tecidos no centro de referência do Estado em trauma (o Hospital Metropolitano), local com maior probabilidade de encontrarmos doadores”, informou Maurício Iasi.
A córnea e os dois rins foram doados para receptores do Pará, o coração foi para Curitiba (PR) e o fígado para São Paulo (SP). Os órgãos e tecidos podem beneficiar até seis pacientes. “O coração tem duas válvulas, que podem ser utilizadas uma para cada paciente. Caso não seja dividido, quatro pacientes poderão ser salvos”, acrescentou o enfermeiro João Paulo, coordenador da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, do Hospital Metropolitano. (Agência Pará)
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