Após um longo período de debates pelos bairros da capital e distritos, a disputa interna no PT de Belém para escolha do pré-candidato do partido para a eleição municipal chega ao ápice hoje, com a votação em segundo turno, onde o vereador Alfredo Costa e o deputado federal Cláudio Puty brigam pela preferência dos membros do partido nas urnas. Seis candidatos disputaram o primeiro turno e apesar do processo acirrado entre as tendências internas, os dois finalistas garantem que vão trabalhar para qualquer uma das candidaturas na campanha, a partir de julho, quando a convenção do partido, que será realizada em junho, referendar a candidatura petista à prefeitura de Belém. Os dois parlamentares foram escolhidos no primeiro turno em janeiro na disputa com outros quatro membros do PT, o deputado estadual Carlos Bordalo, delegado João Moraes, professor Fábio Pessoa e o ex-vereador Paulo Gaya.
“O jogo interno está pesado”, admite Alfredo Costa, mas assegura que somente nas urnas dá para saber exatamente quem será o preferido da militância. O vereador define sua candidatura como a que representa os petistas históricos, pois tem apoio da maior parte dos parlamentares da Câmara de Vereadores, da Assembleia Legislativa e da Câmara Federal.
Ao contrário de Costa, Cláudio Puty afirma que a disputa no PT está tranquila e assegura: “Se não for o escolhido, vou entrar de cabeça na campanha do Alfredo”. O deputado federal Cláudio Puty ressalta que o PT conseguiu resgatar sua militância política no processo de debates internos, que ele define como “algo fantástico”, e acredita que a disputa acirrada será na campanha eleitoral.
Tanto Puty quanto Alfredo Costa acreditam que o PT vai para a campanha aliado das forças políticas de esquerda no Pará, à exceção do PPS, que integra a aliança nacional e estadual com o PSDB e DEM.
Apesar do PCdoB, aliado histórico do PT em disputas eleitorais, já ter anunciado a pré-candidatura de Jorge Panzera à prefeitura de Belém, os dois pré-candidatos petistas acreditam que o quadro poderá ser revertido até junho, onde os comunistas poderão compor com o PT a chapa majoritária.
Além do PCdoB, o PT articula aliança política em Belém com o PV e PSB. O presidente do Diretório Municipal, Apolônio Brasileiro, afirma que o partido está disposto a conversar com todos os partidos, com exceção da aliança PSDB/DEM/PPS. Nem o PMDB, cuja aliança foi desfeita em 2011, está descartado, acredita.
Brasileiro aponta o sistema de prévias no PT da capital paraense como um processo democrático, que realizou debates com média de público militante de 300 pessoas.
O presidente petista não acredita em desgaste interno por causa da disputa. “Temos a segurança da unidade política. A disputa se encerra com a apuração dos votos. A partir daí o partido se une na campanha do primeiro turno”, garante.
Ele acentua que a orientação do partido é para formar um arco de aliança política para a campanha que faça oposição ao atual prefeito Duciomar Costa (PTB). (Diário do Pará)
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