O promotor que investiga atos de improbidade na Assembleia Legislativa do Pará (AL), Nelson Medrado, vai se debruçar também sobre os contratos para obras feitos na atual administração de Manoel Pioneiro. Medrado, que já trabalhava em cinco processos, a maioria para compra de material de expediente, deve receber, nas próximas horas, relatório da primeira-secretária da mesa, deputada estadual Simone Morgado (PMDB), sobre concorrência realizada em agosto do ano passado para reforma em seis gabinetes de deputados.
Em dezembro, já com os cheques assinados pelo presidente da AL, deputado Manoel Pioneiro (PSDB), Morgado pediu vistoria nos gabinetes e constatou que, em três deles, as obras sequer haviam começado. Em dois, apenas parte do serviço havia sido feita. “Eu nem sabia. Nunca me procuraram para fazer nada”, conta o deputado Chico da Pesca (PT), um dos que teriam o gabinete reformado. O deputado conta que havia pedido apenas uma pintura na sala, mas que o serviço não foi feito. “Não quero fazer prejulgamento, mas acho que não deviam fazer uma solicitação de pagamento se não haviam feito a obra. É, no mínimo, suspeito”, afirma o petista, que assinou memorando anexado ao relatório feito por Simone Morgado e que deverá ser averiguado pelo Ministério Público.
RETIFICAÇÃO
A empresa vencedora da licitação para as obras foi a Norte Construções Civis Ltda que tem sede em Ananindeua e apresentou orçamento de R$ 131.144,10. A Moreira & Moreira citada em matéria publicada ontem neste jornal foi uma das três a receber a carta convite. Participou da disputa, mas perdeu o contrato para a Norte.
Entre os serviços a serem executados estavam limpeza de aparelhos de ar-condicionado, obras na parte elétrica, eliminação de pontos de infiltração, demolição de paredes e retirada do material, troca de piso, instalação de esquadrias, instalação elétrica e de aparelhos de ar-condicionado, além de pinturas.
A licitação foi do tipo carta convite, realizada no dia 4 de agosto do ano passado, e os serviços deveriam ser realizados nos gabinetes dos deputados Valdir Ganzer (PT), Paulo Jasper, o Macarrão (PMDB), Chico da Pesca (PT), Márcio Miranda (DEM), Manoel Pioneiro (PSDB) e Raimundo Santos (PR). Em dezembro, quando o contrato chegou à Primeira-Secretaria, os empenhos já estavam autorizados.
(Diário do Pará)
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