Depois de altas generalizadas e superiores a inflação em 2011, a cesta básica dos paraenses apresentou aumento no preço durante o mês de janeiro deste ano, conforme a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). A mesma custou no mês passado R$ 248,77, com uma elevação de 2,06%. Das 17 capitais pesquisadas, apenas duas, Porto Alegre e Vitória, apresentaram recuo de preços.
A grande maioria dos produtos que compõem a cesta básica teve variações positivas de preços, os principais foram: feijão, com reajuste de 18,93%; seguido do arroz, com 4,11%; da banana, com 1,90%; da manteiga, com 1,78%; do café, com 1,57%; do tomate, com 1,53%; e da farinha de mandioca, com 1,37%. No mês de janeiro, somente o leite apresentou recuo de preço, com queda de 1,93%.
O custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 746,31, sendo necessários cerca de 1,20 salários mínimos para garantir as necessidades somente com alimentação. Com isso, o trabalhador comprometeu cerca de 43,47% do novo salário mínimo, que vale agora R$ 622, e teve que trabalhar cerca de 88 horas, das 220 previstas em Lei.
A trajetória de preços da alimentação dos paraenses nos últimos 12 meses mostra um reajuste acumulado no preço da cesta básica de 8,85%. Neste período, todos os produtos que compõem a cesta básica apresentaram alta de preços, sendo que os mais expressivos foram: manteiga, com reajuste de 28,48%; seguida do tomate, com 22,96%; do feijão, com 21,68%; do café, com 15,27%; do leite, com 10,92%; da carne bovina, com 5,16%; do óleo de cozinha, com 4,48%; e da farinha de mandioca, com 3,14%. A inflação calculada está estimada em cerca de 6,50%.
No mês de janeiro, das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, São Paulo foi quem apresentou o maior valor da alimentação básica, com R$ 285,54; seguida de Porto Alegre, com R$ 274,63; e do Rio de Janeiro, com R$ 271,71.
Em termos de variação, Brasília, com 4,72% de crescimento foi quem apresentou a maior variação positiva em relação ao mês de dezembro de 2011, seguida por João Pessoa, com 3,90%; e Florianópolis, com 3,51%. Belém iniciou 2012 entre as 11 capitais com a alimentação básica mais cara do país. (DOL, com informações do Dieese/PA)
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