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Governo discute custo de energia com Albras

Fábricas de alumínio em todo o Brasil têm reduzido a capacidade de produção devido ao alto impacto dos custos da energia elétrica. No Pará, a situação não é diferente. Com o objetivo de discutir uma solução para o problema, representantes da multinacional

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Fábricas de alumínio em todo o Brasil têm reduzido a capacidade de produção devido ao alto impacto dos custos da energia elétrica. No Pará, a situação não é diferente. Com o objetivo de discutir uma solução para o problema, representantes da multinacional norueguesa Hydro – terceira maior fornecedora mundial de alumínio e atualmente dona de outras grandes empresas, como Albras, Alunorte e Companhia de Alumina (CAP), se reuniram na manhã desta segunda-feira (06) com o governador Simão Jatene, no gabinete do Comando Geral da Polícia Militar. “Viemos repassar ao governador a difícil situação em que nos encontramos. O valor do preço da energia elétrica triplicou desde 2004. E isso pode fazer com que fechemos as portas”, afirmou o diretor presidente da Albras, Jorge Nunes.

O governador disse que durante seu recente encontro com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em Brasília (DF), frisou a necessidade de uma definição sobre o assunto, e defendeu uma solução única e conjunta para resolver o problema de todas as eletrointensivas brasileiras, que enfrentam o mesmo problema.

“O custo da energia tem sido objeto de preocupação em todo o país. A mineração é interessante para o desenvolvimento regional e precisamos ser parceiros na resolução dessa situação”, ressaltou Jatene. Ele também informou que deverá se reunir, nos próximos dias, com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, para tratar sobre o mesmo assunto.

Em decorrência do alto custo da energia, os investimentos da Albras caíram consideravelmente no Pará. No ano passado foram investidos mais de R$ 21 milhões. Atualmente, este número reduziu para cerca de R$ 2 milhões. “Estamos praticamente pagando para produzir. Caso continue nesse ritmo, todos perderão", disse Jorge Nunes. (Agência Pará)

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