Após mais de uma semana submerso, o avião bimotor, modelo King Air, prefixo PT-OFD, foi retirado das águas da Baía do Guajará na noite de ontem. A aeronave se encontrava próximo à Base Naval de Val-de-Cans desde o dia do acidente, ocorrido na quarta-feira passada (8). Ontem, por volta das 14h, parte do bimotor já podia ser avistado e teve início o reboque até a uma área pertencente ao Corpo de Bombeiros.
Por volta das 22h30, o avião estava fora da água, mas ainda se aguardava por uma espécie de guindaste para colocá-lo totalmente em terra, por conta das pedras à margem da baía.
A operação de resgate dependia muito das condições da maré. Além da falta de visibilidade, a forte correnteza da baía dificultava o trabalho dos mergulhadores. Essa foi a razão de manter a aeronave presa por cabos de aço, evitando que ela fosse arrastada.
Desde a madrugada de quinta-feira, uma equipe de quatro mergulhadores se revezava para fazer a flutuação da aeronave. Utilizando uma boia inflável, cabos e tambores plásticos, a equipe responsável pelo resgate conseguiu fazer com que a aeronave se desprendesse do fundo da baía. Por volta de 12h40 de ontem, parte da fuselagem do avião pôde ser vista e teve início o rebocamento do bimotor.
De acordo com um funcionário da empresa contratada para fazer o resgate da aeronave, o trabalho era feito lentamente para evitar que a mesma se prendesse à lama do fundo do rio novamente.
Todo o trabalho foi acompanhado por uma equipe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).
Assim que foi parcialmente retirado da água, a aeronave foi vistoriada pela Polícia Federal, que não achou nada de irregular na carga, apenas pertences dos passageiros. (Diário do Pará)
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