Somente daqui a uma semana os moradores da ilha de Mosqueiro, distritos de Icoaraci e Outeiro, bairros do Tapanã e Pratinha e conjunto Eduardo Angelim terão o transporte normalizado. A Transuni, empresa de transporte alternativo, foi proibida de rodar, por decisão judicial da 2ª Vara da Fazenda Pública de Belém, em favor da Companhia de Transporte de Belém - CTBel, e teve ordens de serviço revogadas por tempo indeterminado. A empresa foi autorizada a rodar sem licitação e estaria fazendo superposição de linhas.
Mas, apesar da decisão, até o final da tarde de ontem os micro-ônibus da empresa circulavam normalmente pela rodovia do Tapanã. Os moradores dizem não ter percebido a falta dos 86 veículos (cerca de dez linhas) da empresa. O estudante Carlos Mouzinho, 16, em menos de cinco minutos de espera conseguiu pegar um ônibus da empresa. “Hoje (ontem) de manhã peguei um para ir para a aula, na volta também não tive dificuldade”, afirmou o estudante.
Ismael Andrade, presidente da Transuni, garantiu que a empressa cumpria a ordem. “Nós sequer entendemos a suspensão, mas acatamos e estamos obedecendo ao que nos foi ordenado. Quem perde com isso é a população que depende do transporte”.
Mas a equipe do DIÁRIO acompanhou um dos micro-ônibus até a garagem e flagrou mais quatro veículos circulando, e sem fiscalização da Companhia de Transportes de Belém. Na garagem, na rodovia Arthur Bernardes, apenas oito veículos estavam parados. Ismael disse que hoje a empresa vai entrar com recurso para reverter a situação. A CTBel também entrará com pedido de agravo para suspender a liminar enquanto resolve a situação. Paulo Serra, diretor de transportes da CTBel, diz que a preocupação é não causar prejuízos à população. “Já estamos avaliando a possibilidade de solicitar, por meio de ofício, o auxílio de outras empresas para que cedam o excedente de suas frotas para suprir a demanda da população”. (Diário do Pará)
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