Após 10 meses do assassinato do filho Wellington da Silva Castro, a mãe, Inailda da Silva Costa, não recebeu o laudo pericial do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Sem o laudo, a polícia não pode dar prosseguimento nas investigações e a família não consegue que o seguro de vida que Wellington pagava seja liberado. Ele era pedreiro e foi morto no que teria sido uma briga de bar no bairro do Icuí-Guajará, no município de Ananindeua. Ele tinha três filhos, a quem o dinheiro do seguro só será destinado se o laudo ficar pronto.
A cunhada de Wellington, Leila Castro, conta que dona Inailda, que mora no município de Salinopólis, vem todo mês a Belém tentar resolver a situação. “A gente nem tem condições de trazer ela aqui, mas é a mãe que tem que resolver, ela vem aqui umas três vezes por mês e dizem sempre a mesma coisa, que falta finalizar o laudo”, relata.
Sobre o motivo da morte, a família pouco sabe. “Ele morreu perto da casa dele, mas como a polícia parou a investigação porque também precisava do laudo, não sabemos ao certo o que aconteceu, parece que em uma briga no bar um dos amigos dele disparou uma arma que acabou o atingindo”, conta. Além de saber a real causa da morte de Wellington, Leila conta que o dinheiro que precisa ser recebido está fazendo falta aos filhos. “Um dos meus sobrinhos mora aqui comigo, os outros dois cada um com a sua mãe, mas eles têm o direito de receber isso que o meu cunhado fez exatamente para as crianças”, afirma.
GARANTIA
A assessoria de comunicação do Centro de Perícias informou que apenas um exame laboratorial estava pendente no caso de Wellington, mas não informou o motivo da demora. Ainda assim, o Instituto se comprometeu a liberar o laudo até a próxima terça-feira, dia 13. (Diário do Pará)
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