O Diário Oficial do Estado publicou, em sua edição de quinta-feira, edital de abertura do processo licitatório para elaboração do projeto executivo do prolongamento da avenida João Paulo II. O mesmo edital foi publicado ontem nos jornais de circulação diária.
Com isso, o Governo do Estado dá partida à segunda fase do projeto Ação Metrópole, como é conhecido o Sistema de Transporte da Região Metropolitana de Belém. A primeira etapa, que consistiu na implantação da avenida Centenário da Assembleia de Deus e na construção do Elevado Daniel Berg, foi executada no governo passado. A terceira fase será a implantação do sistema Bus Rapid Transit (BRT), que irá integrar todos os municípios da Região Metropolitana.
O diretor geral do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), César Meira, informou esta semana que o prolongamento da avenida João Paulo II terá uma extensão de aproximadamente 3.800 metros, estendendo-se da passagem Mariano, na altura do Entroncamento, até o elevado da avenida Mário Covas, a antiga rodovia do Coqueiro, que dá acesso aos conjuntos Cidade Nova e Guajará, no município de Ananindeua. A avenida terá pista dupla, cada uma com três faixas de trânsito.
César Meira explicou que o Governo do Estado vem trabalhando desde 1991, em parceria com a Jica, a Agência de Cooperação Internacional do Japão, no arranjo de engenharia do sistema de transporte metropolitano. Para a implantação desse sistema, acrescentou, é preciso criar uma alternativa de entrada e saída da cidade. “Sem isso a execução do projeto se tornaria inviável”, ressaltou o diretor do NGTM, lembrando que a obra de implantação do BRT, na rodovia BR-316 e na avenida Almirante Barroso, vai demorar cerca de dois anos.
Essa alternativa se materializará com o prolongamento da João Paulo II. Ela servirá como corredor opcional de entrada e saída de Belém para quem chega ou sai da capital, pela BR-316, e em especial para os moradores de Ananindeua e seus conjuntos habitacionais, de Marituba, Santa Izabel, Benevides e Santa Bárbara.
Paralelamente, conforme frisou César Meira, o Governo do Estado trabalha com uma segunda alternativa, que é o prolongamento da avenida Independência até a entrada da Alça Viária. A Secretaria de Integração Regional, Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Seidurb), responsável pela projeto, vai lançar nos próximos dias o edital de licitação.
Obras físicas devem começar neste ano
A coordenadora técnica do NGTM, Marilena Mácola Marques, acredita que provavelmente em outubro já poderão ser iniciadas as obras físicas do prolongamento da avenida João Paulo II. O edital de licitação para contratação do projeto executivo fixa um prazo de 45 dias para abertura de propostas. Depois, o Núcleo terá mais ou menos trinta dias para julgamento e, em seguida, decorrerá um prazo de 120 dias para elaboração do projeto.
Marilena Mácola explicou que o Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano já detém o projeto básico. O trabalho licitado agora vai se constituir de duas fases – o anteprojeto e o projeto executivo. “O anteprojeto já traz todos os elementos que permitem fazer a licitação das obras”, disse ela, acrescentando que o projeto executivo apenas vai mais a fundo no detalhamento de alguns elementos.
De acordo com Marilena Mácola, a obra de prolongamento da avenida João Paulo II, que prevê inclusive a construção de duas pontes, terá um custo estimado entre cerca de 180 e 200 milhões de reais. O valor exato só será conhecido na fase de detalhamento do projeto. A execução da obra terá um prazo de 15 meses e só depois de sua conclusão é que o Estado dará início à implantação do BRT.
A obra foi concebida para execução em estreita sintonia com o projeto Parque Ambiental, a cargo da Secult, e com o plano de obras da Cosanpa, em função do estudo de drenagem e saneamento da área do entorno. Marilena acrescentou que, do ponto de vista ambiental, a avenida vai estabelecer uma barreira física e sanitária de proteção à Área de Proteção Ambiental de Belém, onde estão os mananciais que abastecem a cidade. Numa extensão de aproximadamente 3.600 metros, uma combinação de muro e tela garantirá o isolamento da área, protegendo-a fisicamente sem prejudicar a visibilidade do parque.
A coordenadora técnica do NGTM revelou que todas as áreas remanescentes terão tratamento de paisagismo e implantação de equipamentos e mobiliário urbano – praças, posto de saúde, unidade policial e outros serviços para atendimento da população. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar