São 13 anos de muito amor e carinho distribuídos aos pacientes mais necessitados que fazem tratamento de câncer, além de comida, fraldas, absorventes, material de higiene, cama, banho, cadeiras de rodas, muletas, próteses e atendimento em fisioterapia, odontológico e medicamentos. A Associação Voluntariado de Apoio à Oncologia (Avao) completou 13 anos no último sábado, dia 10, como sempre promovendo mais uma ação de solidariedade, desta vez de prevenção ao câncer, com o projeto União e Vida.
Das 6h30 ao meio dia de sábado, 328 pessoas foram atendidas por 45 voluntárias, na sede da Avao, ao lado do ambulatório do Hospital Ofir Loiola, onde tudo começou. No total, 223 mulheres receberam encaminhamento para fazer o exame de mama e 105 homens, o exame de próstata (PSA), de graça. Uma ação realizada em parceria com as clínicas Belache, Densimagem, Lobo, Maymone e Diagnoscel e shopping da Saúde.
“Pelo SUS é muito mais difícil, eu já fiz. Aqui é tudo de graça, muita rapidez e um bom atendimento”, afirma a secretária Adilma de Andrade Silva, 58. O motorista Luizinho de Araújo Pimentel, 52, confessou que foi incentivado pela mulher a fazer o exame PSA, depois que os dois tomaram conhecimento da ação da Avao. “Por causa da facilidade”, explica ele, “o serviço é muito bom, infelizmente ainda existe muita gente desinformada”.
A Avao foi fundada por um grupo de 25 senhoras que faziam visitas aos pacientes com câncer, no Hospital Ofir Loyola, lideradas por Terezinha Colagrossi Ribeiro. Só cinco ainda continuam fazendo trabalho voluntário, entre elas dona Hilda Mota de Sousa. “Jamais imaginávamos chegar onde chegamos. Não tínhamos nem ideia de que seríamos capazes, mas graças a Deus e ao apoio da comunidade estamos fazendo 13 anos nessa caminhada. É gratificante poder fazer alguma coisa por quem precisa”.
A presidente da Avao, Ana Klautau, se emociona e aponta na parede as fotos dos pacientes que não resistiram à doença e se foram, mas também dos que ficaram curados e partiram para uma nova vida. “Nós acompanhamos vitórias e perdas, mas o tempo em que viveram aqui foram felizes”.
Ela diz que “só de ouvir que nós demos essa felicidade para eles já é gratificante. Só que a gente recebe muito mais, aprendemos mais sobre o valor da vida desses homens e mulheres”. E conta que muitos são abandonados pelas esposas e pelos maridos e até pela família por causa da doença. Na Avao, pacientes até com metástase se engajam nas atividades do dia a dia e esquecem a doença pelo menos por algumas horas. Hoje, 2.285 pacientes estão cadastrados, mas Ana Klautau afirma que mais de 4 mil são atendidos pela Avao. (Diário do Pará)
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