Mais de 10 mil caranguejos foram apreendidos e soltos nos manguezais do município de Primavera, nordeste paraense, neste final de semana - dentro do período de defeso do caranguejo, de 9 a 14 de março - durante fiscalização ambiental intensiva da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Em 2012, desde janeiro estão acontecendo ações de defesa do acasalamento e reprodução do crustáceo. O último período de proteção ao animal este ano ocorrerá entre os dias 23 e 28 deste mês.
A bióloga da Sema, Solange Luz, informa que o grande número de apreensões deve-se à vulnerabilidade decorrente da “andada” (período em que a espécie 'passeia' no manguezal para copular), o que os torna muito vulneráveis. “Muitos dos que encontramos com a posse dos caranguejos não eram vendedores, são capturas de oportunidade realizadas por pessoas que moram na zona urbana e não têm necessidade do animal para subsistência. Eles veem o caranguejo se locomovendo desprotegidos e aproveitam a ocasião. Encontramos caranguejos em carros particulares, motos e até bicicletas carregadas com o crustáceo”, disse.
Segundo Solange, muitos dos caranguejos estavam abaixo do tamanho permitido. “Tinha muito filhote, medindo cerca de 2 cm de carapaça, quando a legislação estabelece o tamanho mínimo de 7 cm para captura”, explicou. É agravante na pesca do caranguejo a captura da condessa, a fêmea da espécie, que é protegida por lei permanentemente.
Defeso é o período estabelecido pelas fases da lua (nova e cheia), maré e precipitação de chuvas. A proibição da captura e consumo se estende do pescador ao vendedor, transporte e industrialização do caranguejo e até o próprio consumidor pode ser autuado durante os períodos estabelecidos legalmente para o defeso. No entanto, comerciantes que declararam o estoque antes dos períodos determinados para a proteção da reprodução dos crustáceos não incorrem em crime ambiental. (Agência Pará)
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