A partir do dia 1º de abril, os usuários de táxis devem passar a pagar novas tarifas. O reajuste de 15,18% foi aprovado ontem, durante reunião do Conselho de Transportes do Município de Belém. As tarifas não eram reajustadas desde 2009 e a bandeirada passa dos atuais R$4,15 para R$4,78.
O aumento concedido pelo conselho de transportes tomou como base a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), no período de agosto de 2009 até fevereiro de 2012. A decisão pelo reajuste foi aprovada por unanimidade pelos 18 integrantes do conselho.
Para o diretor de imprensa do Sindicato dos Taxistas do Município de Belém e do Estado do Pará (Stabepa), Francisco das Chagas Neto, o reajuste já era necessário, pois no último aumento, concedido à categoria e 2009, houve perdas. “O que estávamos querendo era somente a questão de repor as perdas da inflação. Nem levamos em conta o aumento de preço de pneus, combustíveis e manutenção”.
CLIENTES
Sobre a possibilidade de uma diminuição de clientes, em um primeiro momento, Francisco não descarta essa possibilidade, mas disse que será momentânea. “Pode até ocorrer no princípio. O cliente já tem a noção que havia a necessidade de reajuste. Além disso, muitos taxistas e associações já trabalham com descontos”, avalia.
Quem não gostou do reajuste, obviamente, foi a população que utiliza esse tipo de serviço. Para a dona de casa Adelaide Silveira, 42 anos, o reajuste deve pesar um pouco no orçamento. “Eu pego táxi pelo menos três vezes por semana. Acho que tudo que aumenta sempre afeta o nosso bolso. Mas fazer o quê? Temos necessidade. Para quem não dirige e precisa resolver as coisas não há opções”.
Já para o administrador Paulo Oliveira Machado, 51 anos, o reajuste até demorou a sair, “mas nunca é bom para o consumidor”. “Isso até levou tempo para acontecer, mas, apesar de saber que isso afeta a nós que utilizamos táxis, é justo para os taxistas. Mesmo com esse aumento, quem está acostumado ou conhece um taxista sabe que nem sempre se utiliza a tabela e se acerta o valor de uma corrida. Acho que não afetará tanto”. (Diário do Pará)
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