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Feirantes de São Brás protestam contra mudanças

O protesto dos feirantes do Mercado de São Brás aconteceu de forma pacífica na manhã desta segunda-feira (26), em frente ao complexo, na Praça Floriano Peixoto, em Belém. O ato teve início com uma assembleia entre os trabalhadores, e a abertura do mercado

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O protesto dos feirantes do Mercado de São Brás aconteceu de forma pacífica na manhã desta segunda-feira (26), em frente ao complexo, na Praça Floriano Peixoto, em Belém. O ato teve início com uma assembleia entre os trabalhadores, e a abertura do mercado só foi liberada por volta de 10h45.

Os feirantes reivindicam melhores condições no local de trabalho e, principalmente, um local definitivo para os feirantes.

A presidente da Associação dos Empreendedores do Complexo de São Brás, Rosana Martins, disse que a associação já foi procurar os seus direitos também na parte jurídica. "A Prefeitura nos ofereceu o espaço do Mercado de Carne e Peixe, mas as condições lá são péssimas. Aquele prédio vai cair nas nossas cabeças", afirmou Rosana.

"A Prefeitura nos ofereceu um local provisório para que nós ficássemos. Disseram que a construção desse local começaria há 60 dias, mas até agora nada foi feito. O espaço aqui do Complexo foi criado para ser um mercado; não vamos aceitar ser remanejados para qualquer local sem a condição mínima para se trabalhar dignamente", disse.

Rosana alega que o acesso à feira está ruim devido ao material que a Prefeitura deixou no local para o início das obras. "Esses tapumes estão tampando a visão aqui, nós estamos perdendo dinheiro", disse.

CENTRO DE CONVENÇÕES

Inaugurado em 1911, o Mercado de São Brás foi projetado para funcionar como um mercado, mas esta não é a primeira vez que a ideia de transformar o complexo em centro cultural é cogitada.

Já no ano de 1988, após a primeira grande reforma no local, o mercado foi reordenado como teatro e casa de espetáculo, e ao lado foi construído o galpão que acabou se tornando o Mercado de Peixe, que teria sido construído para abrigar a nova feira.

Na década de 90, durante nova reforma a função de feira foi restaurada, mas a estrutura original da obra já estava havia sido descaracterizada. Sobre este projeto da Prefeitura, Rosana esclarece que a associação não é contra a iniciativa. "Queremos deixar claro que a associação não é contra nada; não é contra nenhum projeto da Prefeitura; nós queremos apenas um local certo, definitivo e com condições para trabalharmos", afirmou Rosana.

Sobre a manifestação, a Secretaria Municipal de Economia se pronunciou por meio de nota:

"A Secretaria Municipal de Economia (Secon) esclarece que foram realizadas reuniões com os trabalhadores do Mercado de São Brás para apresentação dos projetos para o espaço. Diante da negativa dos trabalhadors em aceitar o remanejamento para uma feira provisória, a Prefeitura achou por bem remanejar os recursos que seriam empregados na reforma do Mercado para outra feira da cidade, ainda por definir. A Secon esclarece ainda que não há como realizar reforma sem o remanejamento dos feirantes para um feira provisória".

(Marcela Brabo/DOL)

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