Após a insistência dos feirantes que trabalham no Mercado de São Brás em não deixarem o local para uma feira provisória, durante a reforma do espaço, a Prefeitura de Belém anunciou ontem que não fará mais a restauração do prédio. A verba que seria destinada ao projeto será alocada para reforma de outra feira da cidade, ainda a ser definida. Os feirantes chegaram a realizar um protesto na manhã de ontem contra a possibilidade do remanejamento.
Após o protesto, a Secretaria Municipal de Economia (Secon) informou à tarde que, diante da negativa dos trabalhadores em aceitar o remanejamento para a feira provisória, a prefeitura decidiu suspender o projeto.
REUNIÕES
A secretaria confirmou que foram realizadas diversas reuniões com os trabalhadores do mercado, com a apresentação do projeto da feira provisória e do remanejamento dos trabalhadores. A justificativa para a desistência do projeto, segundo a Secon, é que não há como realizar reforma em nenhuma feira ou mercado sem o remanejamento dos trabalhadores para uma feira provisória.
Segundo os feirantes, a Prefeitura de Belém pretendia transformar o espaço em um centro de convenções e temiam não retornar para os antigos pontos. Em protesto, o mercado não foi aberto ao público na manhã de ontem.
Dezenas de trabalhadores, munidos de cartazes e faixas, cobravam uma posição da prefeitura sobre o futuro do mercado e, consequentemente, sobre o destino dos feirantes que trabalham no local. Atualmente, são 500 feirantes que trabalham no prédio principal e no entorno do mercado.
Os feirantes informaram, ainda, que na última reunião com representantes da prefeitura, ocorrida na quinta-feira passada, eles foram comunicados que seriam transferidos para um espaço provisório. Essa informação teria motivado o protesto de ontem.
Rosana Araújo Martins trabalha há 18 anos no mercado e diz que “primeiramente a prefeitura disse que iria transformar o espaço em um teatro. Em outubro do ano passado, disseram que seria um centro de convenções. Disseram que iriam mudar os trabalhadores para uma feira provisória. Não somos contra os projetos. Queremos estar inseridos neles”, concluiu. (Diário do Pará)
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