Os ovos de Páscoa deverão ficar mais caros este ano quando comparados à mesma data do ano passado, de acordo com estimativa divulgada ontem, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Mesmo assim, o Dieese estima que haja um crescimento de 10% da taxa de empregos temporários no Pará, representando uma média de 500 novos posto de trabalhos.
Os reajustes dos motivos de chocolate, especialmente os ovos, não devem ficar abaixo da média da inflação, que gira em torno de 6%. “A alta acontece porque houve um aumento dos preços dos ingredientes desses produtos, como o chocolate e o açúcar. Outra causa do aumento é a sofisticação desses produtos. Os ovos de Páscoa ganharam versões de luxo para o adulto, com brinquedo para crianças. Além disso esse produto vem explorando um mercado de nicho como filmes, desenhos infantis”, analisa o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena.
Para a pesquisa, foram comparadas as marcas Garoto, Lacta e Nestlé. Dentre os produtos mais em conta, está o ovo de 50 gramas da Garoto, que pode ser adquirido a uma média de R$ 3,89. A opção mais cara registrada foram os ovos de 600 gramas, que podem chegar até R$ 70,45, como é o caso do Premium Classic Gianduia, da Nestlé.
O levantamento considerou, principalmente, os 15 dias anteriores à Páscoa, quando o movimento em busca de produtos típicos da data aumenta nas lojas dos shopping centers e supermercados.
“A partir desse final de semana vai aumentar a procura pelos ovos de Páscoa. A hora de comprar é agora, já que os ovos mais em conta costumam acabar nos primeiros dias”, sugere.
O cozinheiro Carlos Beckman, 46 anos, resolveu adianta a Páscoa desse ano. Aproveitou o supermercado da semana para dar início à lista de compras do feriado, celebrado no dia 8 de abril. “Vou levar três caixas de bombom. Não cheguei a pesquisar preços de outros produtos, mas elas me chamaram atenção por estar bem em conta, apenas R$ 3,99”, justifica.
Já a promotora de vendas Soraia Pereira não vê alternativa aos apelos da filha de sete anos, que vem suplicando há dias um ovo da Barbie. “Estou pesquisando preços nos supermercados. Quase não tem diferença. No máximo um ou dois reais de desconto”, aponta.
Empregos em alta
O crescimento de 10% da taxa de empregos temporários no Estado, representando uma média de 500 novos postos de trabalhos, acompanha o crescimento nacional, segundo o Dieese. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) estima que a Páscoa deste ano deve gerar 20 mil novos empregos temporários no País.
“No caso de Pará, que trabalha com revenda de produtos, a contratação de temporários começa apenas na segunda metade de março. E dificilmente ela se reverte em empregos permanentes como ocorre no caso das contratações de Natal”, explica Sena.
Nada que frustre as expectativas da universitária Gabriela Rodrigues, 20. Contratada como repositora de uma marca de chocolate, ela havia começado ontem no trabalho em um supermercado, no bairro da Batista Campos, em Belém. Ela não escondia a empolgação com o serviço. “Estou gostando muito do trabalho, dá pra conciliar perfeitamente com meus estudos. Fui contratada por 14 dias e vou ganhar um salário mínimo. Apesar de ser temporário, já estou de olho nas próximas oportunidades que podem aparecer. Parece que a minha empresa já tem uma ação de marketing planejada para o São João”, revela. (Diário do Pará)
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