Após uma manifestação realizada hoje (29) por moradores atingidos pelas obras do Portal da Amazônia, a Prefeitura de Belém justificou, através de nota, que negocia há mais de um ano a desocupação dos imóveis nas áreas atingidas pelas obras de macrodrenagem e Portal da Amazônia. “Entre as propostas de negociação com os proprietários destes imóveis estão a indenização e o remanejamento das famílias para unidades habitacionais, alguns blocos já estão prontos e moradores até já ocupam os imóveis”, diz a nota enviada ao Diário Online.
Segundo os moradores, 380 famílias assinaram um termo junto à prefeitura e foram remanejadas para a construção de novas unidades habitacionais na área. No entanto, 255 famílias ainda não foram realocadas e reclamam da demora das obras de construção destas novas habitações. As famílias alegam que, com os remanejamentos, tiveram que alugar moradias e recebem apenas o valor de R$ 450 reais para auxílio no pagamento do aluguel. No termo, a prefeitura teria dado o prazo de um ano para entregas as moradias.
A nota enviada pela prefeitura afirma que somente na Bernardo Sayão as obras vão atingir cerca de mil imóveis residenciais e comerciais. Serão construídas mais de 600 unidades habitacionais, sendo que 90 estão concluídas, e em algumas já há moradores ocupando o local. Cerca de 300 proprietários de imóveis devem ser indenizados e 65% deles já negociaram os valores com a prefeitura.
Sobre a demora na entrega de alguns imóveis, a Prefeitura diz deve-se ao fato dela acontecer individualmente, com cada um dos proprietários dos imóveis.
PROTESTO
Moradores realizaram uma manifestação em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal, na travessa Padre Eutíquio, em Belém (PA), cobrando respostas sobre o repasse de verbas destinadas ao projeto, que é desenvolvido pela Prefeitura de Belém e integra as ações do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal.
O projeto Portal da Amazônia é desenvolvido desde 2007 por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) e prevê a construção de uma avenida beira-rio pela orla do rio Guamá, em Belém.
(DOL)
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