Mesmo após esperar cerca de seis horas por atendimento para o recadastramento no Bolsa Família, a dona de casa Jucilene Castro, 39 anos, foi só elogios com a “rapidez” do serviço. “Cheguei aqui às 5h. Até que foi bem ligeira a fila dessa vez”, conta. Moradora do bairro do Guamá, ela foi tentar desbloquear o benefício de R$ 70 destinado ao filho de 19 anos. “Há 10 anos meu filho recebe o benefício. Sempre é complicado o atendimento”.
Como ela, centenas de pessoas madrugaram para garantir um lugar na sede do programa, no bairro da Nova Marambaia, em Belém. Ontem (29) expirou o prazo para os beneficiários do programa bolsa família que precisam fazer a revisão cadastral, regularizarem a situação no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal.
As filas chegaram a alcançar a esquina do quarteirão. O número de senhas distribuídas no começo da manhã foi de 227, de acordo com a coordenação. Ao todo, seriam destinadas 500 senhas para atendimento.
OPINIÃO
“Eles ficaram com medo da imprensa, por isso essa eficiência. Normalmente as senhas acabam antes das 7h”, diz a viúva Mirian Pantoja, 32. Ela disse ter chegado às 4h da manhã para tentar realizar o recadastramento dos dois filhos adolescentes. “Já tinha gente na fila desde as 2h”, afirma.
“As filas estão grandes porque as pessoas deixaram para última hora para fazer o cadastro. Mas o atendimento vem fluindo bem. Contamos com 60 agentes para dar conta da demanda, 20 a mais que o habitual. Tivemos que lidar também com um problema de venda de senhas que estava emperrando o andamento da fila”, justifica Maria das Neves Alves, coordenadora do programa bolsa família.
Nos cálculos da coordenação do programa, faltava um pouco mais de 100 famílias fazerem o recadastro na Região Metropolitana de Belém. Aproximadamente 27 mil famílias foram recadastradas desde o início do programa, em janeiro de 2011. São, ao todo, 83.718 mil beneficiados.
A revisão cadastral precisa ser feita a cada dois anos, como mecanismo de controle do programa de transferência de renda. As famílias devem confirmar dados, como mudança de endereço ou de faixa de renda, localização da escola dos filhos para acompanhamento da frequência e composição familiar.
Toda família com renda mensal de até R$ 140 por pessoa tem direito ao benefício. Os valores variam de R$ 32 a R$ 306, segundo o perfil de renda e o número de crianças e adolescentes de até 17 anos. (Diário do Pará)
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