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Praça no centro sofre com excesso de lixo

Lixo, entulho, dejetos humanos e assaltos. Esse é o retrato da Praça Dom Macedo Costa, em pleno centro histórico de Belém. Pequena e arborizada, localizada em frente à Capitania dos Portos e aos fundos do Colégio Santo Antônio e movimentada 24 horas por d

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Lixo, entulho, dejetos humanos e assaltos. Esse é o retrato da Praça Dom Macedo Costa, em pleno centro histórico de Belém. Pequena e arborizada, localizada em frente à Capitania dos Portos e aos fundos do Colégio Santo Antônio e movimentada 24 horas por dia, a praça tem causado problemas a quem passa por lá. O incômodo é geral.

Os assaltos são um problema frequente. Paulo Ribeiro, vigilante de um cursinho preparatório que fica ao lado da praça, garante que não tem hora para correr risco. “Tanto faz se de dia ou à noite, os alunos saem daqui com medo de ser roubados, nessa área tem muito morador de rua e alguns são perigosos”, revela.

Não bastasse o lixo comum, a praça também comporta o lixo “domiciliar” de muitos desses moradores de rua. Pedaços de colchões, papelão, restos de comida, fezes e um desagradável cheiro de urina. “Todos os dias de manhã eles estão aqui, é uma promiscuidade, só. Tomam até banho pelados em uma biqueira que tem na calçada”, conta a diretora do Colégio Santo Antônio, irmã Maria Barbosa, que todos os dias escuta reclamações de alunos e pais que precisam passar pela praça. “Já perdi a conta de quantas vezes mandamos cartas ao poder público pedindo providências, mas a grama está crescendo, ninguém tira o lixo e os moradores continuam aqui”, relata.

SEMMA

Segundo a diretora do Departamento de Projeto e Paisagismo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Daniela Tunas, a limpeza e podagem da praça é feita rotineiramente. “A última vez que uma equipe foi lá foi há 15 dias, mas, como tem chovido muito, a grama está crescendo rápido”, conta. Ela lembra que no segundo semestre do ano passado uma grande campanha melhorou a situação. “Recebemos muitas solicitações do colégio, realizamos uma ação em parceria com outros órgãos e a praça ficou ótima por um tempo, até a iluminação foi trocada, mas em pouco tempo quebraram algumas luminárias”, afirma.

Para ela, o problema não está nos serviços das secretarias. “A grande questão são os moradores de rua, não podemos tirá-los de lá. São muitos e eles ficam alternando entre as praças Dom Macedo, Waldemar Henrique e Magalhães, que são todas próximas umas das outras. Quando a ronda da Guarda chega, eles não estão mais lá”, diz.

Uma ideia já proposta foi cercar a praça com um gradil. “Pelo menos com a grade os mendigos não passariam a noite na praça, mas o projeto foi rejeitado pelo Departamento de Patrimônio do Estado e o Instituto Nacional de Patrimônio”, relata.

A diretora lamenta a situação da praça e pede ajuda dos órgãos próximos. “Uma possível solução era que a praça tivesse atenção especial dos órgãos que ficam próximos do local”, sugere.
Sobre o montante de lixo que infesta a Dom Macedo Costa, a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) informa, em nota, que uma equipe faria a retirada de lixo e entulho do local. A Sesan pede ainda que os casos sejam denunciados pelo número 0800-095-3560. (Diário do Pará)

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