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Concessão de florestas ajudará comunidades

Os habitantes do Pará que vivem no entorno do Rio Mamuru, no município de Juruti, oeste paraense, serão beneficiados diretamente pelas concessões que o Estado está realizando nas florestas públicas da região. A partir das concessões, empresas especializad

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Os habitantes do Pará que vivem no entorno do Rio Mamuru, no município de Juruti, oeste paraense, serão beneficiados diretamente pelas concessões que o Estado está realizando nas florestas públicas da região. A partir das concessões, empresas especializadas em extração sustentável terão o direito de explorar áreas florestais, empregando pelo menos 30% da mão de obra local. Além dos empregos, recursos gerados com as concessões serão revertidos pelo governo em projetos sociais e infraestrutura para as comunidades.

Segundo o técnico em Gestão Florestal, José Maria Neto, do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor), as florestas fazem parte do conjunto de cinco glebas conhecido como Mamuru-Arapiuns. O nome faz referência aos dois rios que cercam a região. A área total deste complexo corresponde a 1,312 milhão de hectares, o equivalente a 1,3 milhão de estádios de futebol, como o “Mangueirão”.

No entorno do Mamuru o Estado está criando um centro de treinamento de manejo florestal, e já concedeu três áreas para a exploração sustentável de madeira, onde empresas estão se instalando. Em breve, uma licitação apontará a empresa que se instalará na área mais recente destinada à exploração.

“Para realizar as concessões, o Estado fez o ordenamento territorial da região, delimitando o limite das cinco glebas, e identificando o território de cada comunidade, que será regularizado. Todo o processo considerou aspectos ambientais e sociais, para assegurar o sucesso das concessões, que vão gerar o desenvolvimento socioeconômico local”, explicou José Maria Neto.

COMUNIDADES
Segundo ele, dos recursos gerados com a exploração sustentável, 30% serão usados na estruturação dos órgãos ambientais e monitoramento da floresta; outros 30% serão destinados aos municípios abrangidos pelas áreas de concessão, para investimentos nas comunidades, como a construção de escolas, aquisição de embarcações etc., e os outros 40% irão para o Fundo de Desenvolvimento Florestal do Estado, que financiará uma série de projetos sustentáveis na região.

As comunidades do Rio Mamuru que serão beneficiadas aguardam ansiosas pelas concessões. Na Vila Mocambo, o presidente da associação comunitária, Paulo Ferreira, 50 anos, acredita que as concessões serão uma oportunidade para todos, principalmente para os jovens.

Na comunidade de Monte Carmelo, já próximo ao município de Aveiro, o desejo das famílias não é diferente. A agricultora Luci Gonzaga, 60 anos, disse que pretende ter a sua comunidade beneficiada com vários projetos.

Para ela, além das benfeitorias, a exploração sustentável possibilitará algo que é difícil na localidade: o emprego de carteira assinada. (Agência Pará)

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