O sonho de Altamir Mendes Cardoso, 13 anos, estudante da 7ª série, é passar em um concurso da aeronáutica e se tornar piloto. O jovem, do município de Barcarena, ainda não tem idade suficiente para voar, mas já é velho o bastante para conhecer e lutar pelos seus direitos. Altamir e outras dezenas de crianças e jovens participaram ontem, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém, da abertura da VIII Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente.
A Conferência reúne até quinta-feira 800 pessoas, entre representantes do governo estadual e municípios paraenses, sociedade civil organizada, organizações não-governamentais (ONGs) e crianças e jovens de todo o Estado. O evento tem como tema “Mobilizando, Implementando e Monitorando a Política e o Plano Nacional de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes”.
Segundo Ana Célia de Oliveira, o diferencial do evento é a participação ativa dos maiores interessados no que está sendo discutido. “A nossa preocupação é fazer com que eles participem como protagonistas de todo o processo, das discussões até a criação de propostas”, explica a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente.
O ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, nasceu da lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990, criada pelo ex-presidente Fernando Collor. Ana Célia diz que a conferência deverá gerar propostas, que serão levadas a Brasília com o objetivo de aumentar os recursos do Orçamento Criança e Adolescente (OCA) destinados ao Estado.
João Lopes, 14 anos, resume o desejo de todos os jovens que seguirão reunidos no Hangar: “Nós esperamos que os nossos direitos saiam do papel. Queremos esporte, lazer, cultura... Educação é a prioridade”. (Diário do Pará)
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