A samaumeira da Praça Santuário, em frente à Basílica de Nazaré, foi vistoriada ontem pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O trabalho se estendeu ao longo do dia para avaliar se há risco de queda do vegetal. A inspeção, interna e externa, foi realizada por engenheiros da Semma e pesquisadoras de São Paulo.
Pela primeira vez na região, foi utilizado um aparelho de prospecção do caule, conhecido como penetrômetro, que oferece informações mais precisas sobre possíveis problemas nas árvores. “A prospecção permite saber como a árvore está por dentro. Vamos utilizar este equipamento para fazer teste em algumas mangueiras também”, disse Julianne Moutinho, diretora geral da Semma.
A análise permite saber se há agentes biodeterioradores, como cupins e fungos prejudicando o vegetal. A vistoria também avalia o desenvolvimento da espécie e o crescimento dos ramos da árvore. A samaumeira – que tem o nome científico de Ceiba Pentandra – possui cerca de 400 anos e 30 metros de altura.
A estrutura da árvore já havia sido vistoriada em março deste ano, mas na ocasião não foi possível analisar com precisão o estado do caule. O resultado da vistoria de ontem deve ser divulgado em um prazo entre 15 e 30 dias. “Após a vistoria será feito um relatório e, com esse resultado, vamos nos embasar para tomar uma decisão do que deve ser feito com a árvore”, afirmou a diretora.
RETIRADA
A queda de algumas árvores centenárias tem acontecido com freqüência em Belém. Pelo menos nove árvores caíram em via pública este ano, somente na capital.
Ontem, uma mangueira centenária foi retirada da avenida Senador Lemos, próximo à Praça Brasil, no bairro do Umarizal , em Belém. A análise da estrutura da árvore foi realizada após denúncia de moradores da área, que estavam preocupados com uma possível queda do vegetal. Após a vistoria, ficou constatado que a mesma estava com sua estrutura deteriorada.
“A árvore está condenada e temos que fazer a retirada porque oferece perigo de cair”, informou Cosme Farias, engenheiro florestal da Semma. Para retirar a árvore do lugar, a energia elétrica da área precisou ser desligada. O trânsito nas ruas próximas à avenida Senador Lemos ficou totalmente congestionado por conta da ação. “A gente até entende que precisam derrubar a árvore, mas qualquer coisa aqui em Belém deixa o trânsito infernal. Não tem alternativa para fugir do engarrafamento”, disse o motorista Josué de Seixas.
Além da Samaumeira de Nazaré, existem outras na Praça Batista Campos, Universidade Federal do Pará e em espaços privados. Uma samaumeira centenária está ameçada de desabar a qualquer momento na Ilha do Combu, em frente a Belém, por causa da erosão. Até agora não foi feita nenhuma ação de proteção da árvore. (Diário do Pará)
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