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Saiba dicas de como consumir pescado com economia

A Semana Santa chegou e, junto com ela, as celebrações da morte e ressurreição de Cristo, que trazem diversas tradições religiosas. Uma importante tradição é o costume de não comer carne vermelha, aumentando, consideravelmente, o consumo de peixes e maris

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A Semana Santa chegou e, junto com ela, as celebrações da morte e ressurreição de Cristo, que trazem diversas tradições religiosas. Uma importante tradição é o costume de não comer carne vermelha, aumentando, consideravelmente, o consumo de peixes e mariscos neste período. Por ter um preço mais elevado, o consumo dessas espécies interfere diretamente na economia familiar. Tendo em vista isso, a Universidade Federal do Pará (UFPA) resolveu dar algumas explicações e dicas para contornar este problema.

Segundo o professor Hélio Mairata, da Faculdade de Ciências Econômicas do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), o aumento dos preços dos pescados nesta época pode ser explicado de duas formas. “Primeiro, o aumento na demanda, típico da data, que é visto como o ‘13º.’ das pessoas envolvidas na atividade (pescadores, geleiros, balanceiros e peixeiros); segundo, a menor oferta, ocasionada pelas altas de marés que levam o pescador a ir buscar o produto mais longe e trazer menor quantidade, acarretando o aumento dos preços.”

Alternativas – Muitas pessoas que não têm condições de continuar a tradição podem não fazê-la. Mesmo se forem católicas, a Arquidiocese liberou aqueles que não podem fazer gastos adicionais. Outra solução é “variar esse cardápio, mesmo sem apelar para a carne vermelha. Por exemplo, comer a carne de frango”, diz o professor Mairata.

Para aqueles que não querem deixar de comer pescados, o professor Hélio diz que as pessoas podem, ainda, usar estratégias de menor custo para continuar seguindo a tradição, como fazer o consumo de sardinha enlatada preparada com macarrão, que possui um baixo valor ou, também, procurar as feiras organizadas pela Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (SEPAq), que possuem espécies de menor preço, como a gó, o mapará e outras.

Feira do Pescado – O Campus da UFPA, no bairro Guamá, em Belém, é um dos 20 pontos de venda de pescado da Feira do Peixe Vivo e Popular, organizada pela SEPAq, que ocorre nos dias 4 e 5 de abril, das 8h às 17h, no Ginásio de Esportes do Campus Básico (entrada pelo segundo portão). A Feira será aberta à comunidade externa e receberá para a venda a produção dos ribeirinhos que aportarem na Orla da Universidade. Entre os produtos comercializados, estarão peixes vivos e congelados, caranguejo, ostras, demais mariscos e camarão.
(Ascom UFPA)

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