Pelo menos uma família, na comunidade de Cativo, na região do Lago Grande, teve que abandonar sua casa e ir morar numa escola ainda não inaugurada, por causa das enchentes. Além dessa família, várias outras já abandonaram a várzea, indo morar em terra firme, principalmente em casas de parentes, numa tentativa de fugir da cheia. Segundo a Defesa Civil, de 25 a 30 famílias já deixaram seus lares na região do Lago Grande. Outras esperam o rio atingir todos os cômodos da casa para sair. Hoje, a Defesa Civil de Santarém deverá divulgar os números sobre desabrigados e deslocados pela enchente.
A cheia deste ano já supera a do mesmo período de 2009, quando Santarém registrou uma das maiores dos últimos 20 anos. De acordo com a coordenadora da Defesa Civil do Município de Santarém, Eliene Amaral, em 31 de março de 2009, o nível das águas registrado na régua localizada no porto da Companhia Docas do Pará, marcava 7.44 e, no dia 31 deste ano, o nível alcançou 7.50, mantendo-se estável até ontem de manhã.
Para evitar maiores transtornos, algumas passarelas já foram construídas para facilitar a travessia de pedestres da avenida Tapajós para o cais de arrimo.
Segundo Eliene Amaral, a Defesa Civil Municipal firmou uma parceria com a Colônia de Pescadores Z-20, para que, juntas, possam fazer um diagnóstico da situação das famílias que residem nas regiões ribeirinhas. Foram visitadas esta semana as regiões de Arapixuna, Ituqui, Urucurituba, Tapará, Aritapera e Lago Grande. Nessas áreas, diversas casas já estão submersas e as famílias abrigadas em igrejas, sedes esportivas e escolas.
Para dar apoio à Defesa Civil Municipal, já se encontram em Santarém membros da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil. A ideia é formar uma grande equipe, que dê sustentação a todos os municípios. Estão sendo confirmados os cadastros das famílias que vivem em áreas de riscos, para dar um parecer sobre a situação ao Governo Federal e ao Governo Estadual.
“Já constatamos que, com a subida da água, além da população, órgãos públicos também já estão sendo prejudicados, como escolas e postos de saúde”, disse Eliene. Ela garantiu que a Defesa Civil já está tentando adquirir os recursos necessários para poder dar uma resposta positiva e evitar que os problemas sofridos em 2009, por causa da demora em tomar providências, não se repita. (Diário do Pará)
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