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Consumidores vão atrás de peixes mais baratos

Valia de tudo para encarar a espera e levar para casa o principal produto do almoço da Semana Santa. Para garantir o peixe de preferência, muita gente chegou aos pontos de venda da “Feira do Peixe Pra Valer” ainda de madrugada. Sombrinhas para proteger do

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Valia de tudo para encarar a espera e levar para casa o principal produto do almoço da Semana Santa. Para garantir o peixe de preferência, muita gente chegou aos pontos de venda da “Feira do Peixe Pra Valer” ainda de madrugada. Sombrinhas para proteger do sol, banquinhos para descansar e sacolas reforçadas faziam parte do kit de muitos compradores.

O eletricista Guilherme Augusto Filho chegou às 5h no ponto de venda localizado na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Algumas horas depois, saiu do local com duas grandes sacolas e 15 quilos de pescado para o almoço da família. “Paguei R$95 por tudo. Se fosse no supermercado, sairia pelo menos o dobro do valor. Os peixes que eu queria já tinham acabado, mas deu para garantir o almoço”.

A dona de casa Lúcia de Almeida também chegou cedo e conseguiu comprar os peixes que queria. “Para mim vale muito a pena aproveitar essa feira. Os preços ajudam a manter a tradição de só comer peixe nesse período. Nem me importei muito de ficar no sol esperando”.

Perto dali, na Universidade Federal do Pará (UFPA), a fila longa evidenciava que ninguém se importava em ter que aguardar para comprar o pescado. O porteiro José Gama foi preparado para garantir, pelo menos, 10 quilos de peixes. “A família é grande, tem que comprar bastante. A gente combina de vir com outras pessoas para dar conta de levar tudo para casa”.

Um dos pontos de venda mais concorridos é o Parque de Exposições do Entroncamento. Segundo Allan Pragana, diretor de logística da Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq), estavam disponíveis para venda seis toneladas de peixe congelado e duas toneladas de peixe vivo. “Temos peixe a partir de R$3,70 o quilo (bagre) até R$8,50 o quilo (peixe vivo)”, informou.

No local também era possível adquirir caranguejo (R$1 a unidade) e ostras (R$8 a dúzia). A doméstica Maria Oliveira chegou às 06h30 e afirmou que valeu a pena investir na feira. “Com R$26 consegui comprar bastante peixe. Se não fosse aqui, iria gastar muito mais”.

VENDAS
As Feiras do Peixe pra Valer acontecem até hoje em 20 pontos de vendas na capital, além de pontos em Ananindeua, Mosqueiro e Outeiro. Outros 28 municípios do interior também têm feiras para a venda de peixe, entre eles Santarém, Conceição do Araguaia, São Félix do Xingu, Altamira e Breves. Os moradores dessas regiões têm acesso a peixes de criação e de captura, comercializados, em média, a R$ 8,50 o quilo.

O horário de funcionamento das feiras vai das 8h às 17h, mas o posto de venda da Ceasa, na capital, funciona desde a madrugada, ofertando peixe vivo. A feira é promovida pela Sepaq. São ofertados - a preços populares – peixes vivos e congelados, caranguejo e ostras. Ao todo, serão cerca de 100 toneladas de peixe em Belém.

O secretário de Pesca e Aquicultura do Estado, Henrique Sawaki, disse que a Feira do Peixe Pra Valer é resultado de uma parceria do governo do Estado com o setor pesqueiro, que inclui as cooperativas, associações e indústrias. “Essa parceria que o Estado fez garante para a população uma grande quantidade de pescado, com qualidade, a preços bem populares. Tudo foi pensando para colocar à disposição produtos para todo mundo”.

REAJUSTE
Já o preço dos peixes comercializados em mercados vem sofrendo elevação no primeiro trimestre deste ano. Balanço divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos mostra que, de janeiro a março, os reajustes variaram de 10% a 30%.

Peixes nobres como filhote e pescada amarela estão sendo comercializados com preços que variam entre R$15 e R$25 o quilo. Nos últimos doze meses, o quilo do filé de filhote subiu 25,34%, já o filé de pescada amarela teve reajuste de 15,70%. O bacalhau sofreu reajuste de 10,67%. (Diário do Pará)

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