Um grande número de fiéis participou da procissão do Senhor Morto que saiu por volta das 17h30, ontem, da Catedral Metropolitana de Belém. Em silêncio, conduzindo a imagem de Cristo morto e de Nossa Senhora das Dores, os fiéis percorreram algumas ruas da Cidade Velha, antes de retornar para a Sé.
O arcebispo metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira Corrêa, liderou os devotos, levando nas mãos o relicário com um pequeno pedaço da cruz de Cristo, a relíquia da Catedral de Belém. O relicário foi exposto para adoração na Catedral, onde os fiéis ainda assistiram a encenação do canto de Verônica, que se apiedou de Cristo e enxugou o rosto dele num sudário, onde a imagem do rosto ficou gravada. Mas não houve missa, como em todas as igrejas. “O jejum de missa não é uma desvalorização da missa. Não há missa, mas comungamos”, explicou dom Alberto. Segundo ele, a Sexta-feira Santa “não é um dia de tristeza, tanto que os paramentos são vermelhos, é dia de vitória, a morte de Jesus não é uma tristeza, é a vitória, porque quando Ele morreu, Ele matou a morte. Então não é um dia de luto, é um dia de força, de coragem, de entrega, de experiência da presença de Jesus que morreu, mas ressuscitou e não morre mais”.
A estudante de Serviço Social da UFPA, Raquel da Silva, estava emocionada de participar pela primeira vez como uma das Maria do canto de Verônica. “Acho maravilhoso, é uma oportunidade única de participar, uma experiência maravilhosa. A ressurreição vem para revermos nossos erros e pedir perdão pelos nossos pecados”. “É um momento em que devemos meditar e nos unir às dores de Jesus e Maria para vivermos a presença de Jesus em nós”, afirmou a aposentada Olívia Eirado dos Santos. “Ele veio para salvar a todos nós”. (Diário do Pará)
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