O único dia do ano em que nenhuma missa é realizada no mundo inteiro, a Sexta-feira Santa. As imagens são cobertas e a luz vermelha do sacrário, que representa Jesus, é apagada. São as três horas da agonia, tempo que Jesus carregou a cruz até o calvário. Para refletir sobre as últimas palavras de Cristo, a Arquidiocese de Belém realiza uma cerimônia chamada de O Sermão das Sete Palavras. De meio-dia às 15h, a Capela do Colégio Santo Antônio recebeu centenas de fiéis para ouvir o bispo auxiliar, Dom Teodoro Mendes, sobre os ensinamentos do Filho de Deus.
A capela ficou pequena para todos os devotos. Alguns acompanharam a celebração de fora. O calor e a falta de assentos não impediram os cristãos de permanecerem até o final da cerimônia. Raimunda Morais, aposentada, saiu de Marituba, região metropolitana, para acompanhar o Sermão. “Eu venho sempre, não gosto de perder porque só acontece uma vez por ano. É uma celebração muito bonita, eu vim na fé no meu Senhor que ficaria até o final, e eu aguentei em pé até o fim”, garantiu. A professora Conceição Colares já participa da celebração há três anos. “O sermão é muito importante, representa o próprio sofrimento de Jesus e fortifica nossa fé”, afirma. Para Dom Teodoro Mendes, as celebrações da Páscoa devem ser valorizadas. “Hoje, no final do sermão, a palavra é de entrega. O filho se entregando nas mãos de um pai. Um pai que cuida deles. As últimas palavras de Jesus são como um testamento e aprendemos muito com elas. A palavra de Deus é atual”, conta.
A Sexta-feira Santa relembra a Paixão e Morte de Jesus Cristo. Ele proferiu sete palavras marcantes. Essas palavras são objeto de reflexão de Padres e estudiosos e fazem parte do Mistério da Redenção de Cristo. A cerimônia não é realizada para lembrar o sofrimento de Jesus. Na verdade, o período Pascal pretende trazer à memória a imagem da salvação que ele trouxe aos cristãos, através do sofrimento que passou na terra. (Diário do Pará)
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