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Sexta de grande movimento nos mercados e feiras

A artesã Maria Ramos já havia garantido o bacalhau para o almoço da sexta-feira santa. Mas não resistiu ao passar no Mercado do Ver-o-Peso ontem, para dar uma olhada no preço dos peixes. “Comprei alguns quilos de filhote, se sobrar já aproveito para o fin

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A artesã Maria Ramos já havia garantido o bacalhau para o almoço da sexta-feira santa. Mas não resistiu ao passar no Mercado do Ver-o-Peso ontem, para dar uma olhada no preço dos peixes. “Comprei alguns quilos de filhote, se sobrar já aproveito para o final de semana. Na semana santa eu costumo receber meus três filhos que moram aqui, mais genro e netos. Nunca é demais”, conta.

Moradora da Pedreira, ela explica que o Ver-o-Peso acabou sendo a escolha óbvia já que o não sabia se os supermercados vizinhos estariam abertos durante o feriado. “Apesar de não frequentar o Ver-o-Peso, vim para cá porque sabia que ele estaria aberto. Acabei achando preços salgados, mas não tanto quanto o que esperava”, disse.

A artesã não teve motivos para se decepcionar. A feira funcionou normalmente, apresentando um grande fluxo de pessoas pela manhã. O vendedor João Oliveira, 52 anos, 37 deles dedicados a venda de peixe no Ver-o-Peso, afirma que as vendas foram além das expectativas. “Foi bem melhor do que o ano passado, mesmo com o peixe mais caro. A gó passou de R$ 7 para R$11”, revela.

As reclamações e as tentativas de pechincha foram uma constante no Mercado de Ferro. A consultora de vendas Zila Azevedo foi ao mercado a procura de tambaqui. “Minha família é de Monte Alegre. Eles costumam mandar peixe para mim toda semana santa. Esse ano teve um problema e o jeito foi vir para o mercado. O peixe de lá é bem mais saboroso porque é pescado do rio mesmo. Aqui só encontrei de viveiro. É um pouco caro. Vou tentar convencer o peixeiro, ele já me conhece. Vamos ver”.

Na feira do Jurunas, a agente de serviços gerais Vera Lúcia Vale procura opções na barraca de frangos. “O cardápio do almoço desse ano vai ser frango. O quilo do filhote está R$ 10. Um bom frango de 2,5 kg sai por até R$13”, compara.

O dono da barraca, Augusto José, disse que a procura pelo produto foi grande desde anteontem. “O frango é a opção do mais pobre. O preço do peixe fica impraticável durante a semana santa, todos os feirantes crescem o olho. Mas o frango vem perdendo a vantagem que tinha antes. Os melhores frangos vêm sendo exportados durante a semana santa. O governo tem medidas para garantir o peixe, mas se esqueceu do frango”, atesta.

Foi pensando na comodidade que a balconista Suely Soares resolveu arriscar visitar o supermercado. Se surpreendeu com a tranquilidade e poucas filas. “Jurava que ia ter mais gente. Deve estar todo mundo viajando”, arriscou. “Não tive tempo de preparar nada durante a semana, o jeito foi vir na última hora. Mas vale a pena, o sacrifício , é apenas uma vez ao ano. A tradição é mais importante”, afirma. (Diário do Pará)



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