Trabalho, orientação e fé. Assim foi a sexta-feira Santa para a delegação do Clube do Remo às vésperas do jogo de ida das semifinais do returno do Parazão 2012. Embora o técnico Flávio Lopes tenha gostado do treino técnico e tático de ontem, no Mangueirão, durante as atividades, os jogadores levaram um sermão do treinador. Foram alguns minutos de agonia no intervalo do coletivo.
Enquanto os atletas do time reserva saíam do campo para tomar água, os jogadores da equipe considerada titular formavam um círculo em uma das partes do gramado. “Está errado! Não tem que se posicionar assim. É preciso atenção e calma. O passe não está bom”, criticava o comandante remista. Os gestos e as cobranças fazem parte do trabalho do treinador, que não gostou de algumas situações, como, por exemplo, erros de passes curtos no campo adversário, justamente num local em que não se pode errar, segundo ele.
Por conta das falhas, os azulinos ouviram aquela bronca. “Temos que ter essa postura de não deixar as coisas terminarem em silêncio. Eu não gosto disso, porque se acontecer no jogo eu tenho como cobrar e dizer ‘eu não te avisei que ia acontecer isso? ’. Por esses motivos que eu reclamo”, ressaltou Flávio. Porém, o treino foi produtivo. “Na composição velocidade e boa marcação, fluiu muito bem, nós temos que estar atentos a isso. No geral, eu gostei do treinamento”, elogia.
O volante Jhonnatan, que ouviu as críticas de Flávio Lopes, diz que o técnico sempre exige bastante do grupo. “Nos jogos, ele quer o mínimo de erros, por isso chama a nossa atenção para que durante as partidas as falhas não aconteçam”, explica. (Diário do Pará)
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