Assim como ocorre com a base aliada, que não chegou ao consenso em torno de único nome na disputa à prefeitura de Belém, a oposição ao governo de Simão Jatene também deve chegar dividida às eleições deste ano. O momento ainda é de negociações, mas a tendência é de que haja vários candidatos com tendências mais à esquerda. As conversas dos oposicionistas gravitam em torno de dois nomes: Alfredo Costa do PT e Edmilson Rodrigues, do PSol.
Embora apareça com percentuais baixos nas pesquisas de intenção de votos, Alfredo Costa conta com a força do PT, que teria votos cativos, independente do nome em disputa. Além disso, contará com um cabo eleitoral de peso: a presidente Dilma Rousseff que, segundo pesquisa recente, atingiu recordes de popularidade. Oposição ao governo estadual e federal, Edmilson aparece em primeiro lugar nas pesquisas que têm sido feitas para consumo interno dos partidos. Além disso, tem a seu favor o fato de já ter sido prefeito e ter deixado o cargo com índices de aprovação superiores a 70%, embora não tenha conseguido eleger a sucessora. A candidata Ana Júlia Carepa foi derrota pelo atual prefeito Duciomar Costa.
Entre os partidos que podem ser aliados dos dois candidatos estão o PV, PC do B e o PSTU. Coordenador do diretório municipal do PSTU em Belém, William Mota confirma que tem conversado com Edmilson Rodrigues, mas a possibilidade de aliança é remota. Uma das condições para fechar o acordo é que a legenda do ex-prefeito não faça alianças com o PV, com quem também tem conversado.
“Vamos tomar uma decisão até maio. Tudo vai depender da política de alianças e do financiamento de campanha. Não vamos aceitar doações dos patrões”, diz Mota. Em caso de não fechar com o PSol, o PSTU deve lançar candidato à prefeitura para usar o horário eleitoral na defesa de suas bandeiras. Entre os nomes cotados estão Cleber Rabelo, que concorreu ao governo e se saiu bem nos debates e Ângela Azevedo. Se houver aliança, os dois serão lançados na disputa à Câmara Municipal.
AMBIENTE
O PV também tem conversado com candidatos no espectro ideológico que vai do PSDB, do pré-candidato Zenaldo Coutinho, a Edmilson, passando pelo PPS de Arnaldo Jordy. A tendência até o momento parece mesmo o apoio a Edmilson ou o lançamento de uma candidatura própria também com o objetivo de usar o horário eleitoral para defender as teses ambientais da legenda.
Em caso de candidatura solo, o nome mais cotado é José Francisco Silva, presidente da União Geral dos Trabalhadores. Ainda nesta semana, o PV deve se reunir com o PSol. No próximo dia 18, o partido lança o seu programa de governo, batizado de “Belém: Ecópole da Amazônia”. “Aprendemos muito com essa experiência”, diz o presidente da legenda em Belém, José Carlos Lima, que já esteve na secretaria de Meio Ambiente do Município, admitindo que nos últimos meses tem trocado ideias com Edmilson sobre temas como a verticalização urbana e preservação de áreas verdes. (Diário do Pará)
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