Decidir o futuro profissional por volta dos 16 anos não é uma tarefa fácil. São muitas opções para pouca experiência. É diante dessa dificuldade que se deparam muitos jovens até o dia da inscrição ao vestibular. O último ano do Ensino Médio decreta a definição. As perguntas começam, as cobranças se intensificam. As dúvidas, por vezes, são “sanadas” pela pressão do tempo ou da família.
Ana Paula, João Victor, Fábio Pereira, Alfredo Felipe e Rebeca Duarte estudam juntos e também partilham da mesma dúvida: para qual curso prestar vestibular? Mesmo assim, estes alunos do terceiro ano, que têm entre 16 e 17 anos, não se acham muito novos para tomar tal decisão. Segundo eles, há hoje uma ferramenta que os ajuda a descobrir mais sobre as profissões: a internet. “Na internet, a gente pesquisa algumas coisas sobre os cursos e vê se gosta”, conta Ana Paula.
Cada um deles está dividido entre dois cursos. Certeza do que fazer eles nem sabem se vão ter. “A gente tem uns cinco meses até decidir, nem sei como vai ser”, afirma Alfredo Felipe. Engenharia Química ou Biologia; Engenharia Ambiental ou Mecânica; Engenharia Mecânica ou Eletrônica, História ou Direito, Engenharia Florestal ou Geologia. Respectivamente, estes jovens divagam entre estes cursos.
E o papel da família? “Eles apoiam, aconselham, compram revistas para ajudar, mas a decisão final é minha”, revela João Victor. Para isso, conversam com profissionais dos ramos que interessam a eles, pedem esclarecimentos dos professores, buscam informações o tempo todo. “Conversamos muito entre nós mesmos. Agora estamos falando mais sobre isso do que antes”, conta Fábio Pereira.
O QUE BUSCAM
Mas eles garantem que não buscam apenas a realização pessoal, o retorno financeiro também é importante. E a família faz questão de lembrá-los da importância de um bom salário. “Querem que a gente faça algo que nos pague bem e que seja bom para nosso futuro. Já penso até em fazer concurso público”, relata Alfredo. Se já não bastasse fazer o que lhe dá satisfação e ganhar bem, Rebeca Duarte ainda pretende cuidar do meio ambiente. “Eu gosto muito da área ambiental, quero fazer algo que eu goste e ainda fazer um bem à sociedade”, diz.
DECISÃO
Os jovens entram cada vez mais imaturos no curso superior, segundo a psicóloga Sofia Cardoso. “Muitos acabam escolhendo algo que dê dinheiro, e não uma profissão que realmente lhes agrade”, garante. Mas, para que a decisão seja tomada com prudência, é necessário conhecer a si mesmo. “A escolha profissional só existe se houver auto-conhecimento, quem pensa apenas no dinheiro não se realiza”, afirma.
Segundo a psicóloga, os jovens precisam ser orientados profissionalmente. Para ela, as semanas vocacionais realizadas pelas escolas devem propiciar que os estudantes escutem relatos de profissionais sobre o campo de atuação. (Diário do Pará)
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