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Consumidores driblam alta da cesta básica

Desde o começo do ano os consumidores paraenses têm percebido na hora das compras do mês que o dinheiro continua o mesmo, mas os preços de alguns produtos subiram drasticamente. Mesmo sabendo que 10 entre 10 brasileiros o preferem, o feijão se tornou um d

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Desde o começo do ano os consumidores paraenses têm percebido na hora das compras do mês que o dinheiro continua o mesmo, mas os preços de alguns produtos subiram drasticamente. Mesmo sabendo que 10 entre 10 brasileiros o preferem, o feijão se tornou um dos grandes vilões que elevaram o preço da cesta básica nos últimos meses.

A carne e o peixe também acompanharam a tendência de salgar o bolso dos consumidores. Belém foi a segunda colocada no aumento do preço da cesta básica, na contramão de outras 11 capitais que apresentaram queda no mês de março.

O autônomo Valdemir Pierre percebeu a elevação nos preços de vários produtos desde o mês de janeiro. Apreciador do feijão preto, Pierre diz que a solução encontrada é substituir a preferência por outro produto, no caso o feijão da colônia. “O feijão aumentou muito. A carne também. O feijão foi substituído pelo feijão da colônia e a carne pelo frango. Esse aumento começou do final do ano passado para cá”, diz.

A socióloga Claudia Real também já percebeu esse aumento no preço de vários produtos. “Aumentou muito, principalmente o peixe. O feijão, o arroz, os itens do dia a dia, também”, afirma. Claudia diz que a dica é reduzir a quantidade de produtos comprados habitualmente. “A gente reduz o que pode. Procura ver o que é mais em conta e não ligar para marcas. É a ginástica que a gente faz toda semana”, brinca.

Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou pesquisa que revela que em março a cesta básica ficou mais barata em algumas das capitais brasileiras. A Pesquisa Nacional da Cesta Básica apontou redução de preço em 11 das 17 capitais. A queda mais significativa ocorreu em Goiás, com redução de 6,73%. Nas cidades de Vitória, Rio de Janeiro e Porto Alegre o valor dos alimentos reduziram, respectivamente, 2,60%, 2,55% e 2,01% no último mês.

CRESCIMENTO
Entre março de 2011 e março deste ano, o Dieese constatou o crescimento do preço da cesta básica em 11 cidades. Recife teve a maior alta, 6,35%. Belém vem em segundo lugar com aumento de 5,29%. Na sequencia vem João Pessoa, com 5,20%, seguida de Belo Horizonte, com 4,89%.

Nos últimos 12 meses, em outras seis capitais, o Dieese registrou queda no valor da cesta básica. A cidade de Natal foi a que mais beneficiou o consumidor, com redução de 6,75%. Os baianos de Salvador também puderam comemorar a diminuição de 4,01% nos preços dos alimentos básicos.

Mensalmente o Dieese realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica nas cidades de Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. (Diário do Pará)

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