Em visita de aproximadamente uma hora, o Pronto-Socorro Municipal Humberto Maradei (PSM do Guamá) foi inspecionado pelo presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Belém, vereador Marquinho do PT, pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Pará (Sintesp) e por membros da comunidade. A visita foi agendada a partir de denúncia veiculada no DIÁRIO, na última terça-feira, sobre uma lâmina encontrada na marmita de um funcionário.
A reclamação é recorrente, segundo o vereador. “Lá perguntei para os funcionários e pacientes sobre a alimentação que recebem e a insatisfação é geral”. Enquanto a equipe fazia a vistoria, uma ambulância com mais pacientes vindos de Barcarena chegaram ao PSM. O comentário que se ouvia dos funcionários era unânime: “todo dia é isso, são muitos pacientes vindo de outras cidades”.
Segundo o diretor do Sintesp, Moisés Monteiro, a unidade já não suporta mais tanto atendimento. “Um dos motivos para o aumento da demanda é a falta de investimento no projeto Saúde da Família, onde os agentes de saúde cuidariam da prevenção”, conta.
Participou também da visita João da Silva, membro do primeiro Conselho Gestor do PSM do Guamá. “O conselho servia para fiscalizar as unidades, mas já fazem cinco anos que terminaram com ele, o que está errado. Afinal, é uma exigência da Conferência Nacional de Saúde”, defende.
RESPOSTA
Sobre as denúncias relativas às refeições, a empresa Serra Leste, responsável pela produção das “quentinhas” garantiu em nota, que “em nenhuma das etapas do processo de elaboração das refeições é utilizado o material supostamente encontrado no prato”. Afirma ainda que há um rigoroso processo de higienização e controle de qualidade antes e durante a produção. Segundo a empresa, o preço cobrado pelas refeições chega no máximo a R$11,37.
Uma reunião será realizada na próxima semana no Pronto-Socorro da 14 de Março para discutir as denúncias. A Comissão de Saúde da Câmara convocou para a reunião a Secretária Municipal de Saúde Sylvia Santos, a Comissão de Servidores dos Prontos-socorros, os Ministérios Públicos Estadual e Municipal e a OAB. (Diário do Pará)
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