O Ministro dos Transportes, Paulo Passos, garantiu que já está em andamento o projeto executivo do Pedral do Lourenço, obra proposta para viabilizar a hidrovia do Tocantins, considerada necessária para a instalação de um pólo industrial no município de Marabá, sudoeste paraense. O posicionamento foi dado durante reunião com a bancada federal do Pará, na tarde de ontem, quarta-feira (11).
Segundo o Ministro, o projeto executivo, composto por um estudo com custos e procedimentos da obra a ser realizada, deve ficar pronto no período de até quatro meses. Paulo Passos sugeriu uma nova audiência com a bancada e lideranças empresariais e políticas de Marabá, assim que forem concluídos os estudos, para dar prosseguimento ao assunto.
Na reunião, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) questionou o Ministro sobre a execução das obras. Há vinte dias, a Ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou em audiência com o senador e o próprio líder do Governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), que o Governo Federal havia decidido realizar as obras de derrocamento do Pedral. Durante meses, havia um impasse se as obras seriam tocadas pela Vale ou pelo Governo Federal e o assunto, que parecia ter sido encerrado pela Ministra Belchior, voltou à tona.
Por sua vez, o ministro Paulo Passos disse que "a obra é fundamental e que entende a sua importância e ela será feita, pela Vale ou pelo Governo". Já Flexa Ribeiro declarou: "é lamentável esse desentendimento do Governo Federal. Espero que essa dúvida seja sanada nos próximos dias e não tenhamos que esperar mais, como foi sugerido na reunião", disse o senador.
O senador Eduardo Braga estranhou a declaração de Passos e confirmou que o Governo Federal declarou que iria realizar a obra. Braga afirmou ainda que vai procurar Miriam Belchior para saber mais sobre o assunto.
Em uma reportagem publicada na revista Valor Econômico, o diretor global da Vale para a área siderúrgica, Aristides Corbellini afirma que para o andamento da siderúrgica do Pará (Aços Laminados do Pará), em Marabá, deve ser encontrada uma solução logística, entre eles, o derrocamento do Pedral do Lourenço, o qual está a cargo do Governo Federal.
De acordo com o executivo da Vale, o Governo Federal teria que realizar a explosão de pedras, ou seja, o derrocamento na área do Pedral do Lourenço, situada em um trecho do Rio Tocantins cheio de pedras, o qual, no período de seca, impede a navegação de embarcações na hidrovia. As obras incluem também ampliação do porto de Vila do Conde, pois será ali que irá escoar a produção da Alpa. (DOL, com informações de assessoria)
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