Os médicos do serviço público federal prometem paralisar as atividades no próximo dia 12 em protesto contra a Medida Provisória 568/12, que reduz em 50% os salários da categoria, tanto ativa quanto inativa, e aumenta a jornada de trabalho para 40 horas semanais. A MP atinge diretamente 45 mil médicos em todo o país e 2 mil somente no Pará. Ontem, alguns deles fizeram uma manifestação na Praça da República, a fim de chamar a atenção da população para os transtornos que a MP poderá acarretar à saúde pública.
Com nariz de palhaço e cartão vermelho nas mãos, os médicos distribuíram informativos sobre o que determina a MP. Eles chamavam atenção das pessoas por meio de apitos. “Por essa nós não esperávamos!”, desabafou o presidente do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), João Gouveia. “Essa medida provisória é esdrúxula e desleal aos médicos que se dedicam ao serviço público federal”.
Além do aumento da jornada de trabalho de 20 para 40 horas semanais e da redução de 50% no salário, a MP também altera os planos de carreiras, tabelas salariais e gratificações, entre elas a redução do adicional por insalubridade. Além disso cria a Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI) que, segundo os médicos, irá congelar os salários por tempo indeterminado. Na opinião do cardiologista Waldir Cardoso, a MP fere o que determina a Constituição.
(Diário do Pará)
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