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40% dos alunos estão atrasados

Em 2011, segundo o Inep, o Ensino Fundamental teve taxa de reprovação de 9,6%. Os estados com maior índice total de reprovação neste ciclo do ensino básico são Sergipe (19,5%), Bahia (18,5%), Alagoas (15,2%), Rio Grande do Norte (14,9%) e Rondônia (14,2%)

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Em 2011, segundo o Inep, o Ensino Fundamental teve taxa de reprovação de 9,6%. Os estados com maior índice total de reprovação neste ciclo do ensino básico são Sergipe (19,5%), Bahia (18,5%), Alagoas (15,2%), Rio Grande do Norte (14,9%) e Rondônia (14,2%). As redes estaduais da Bahia e Sergipe também têm os piores índices do país: 26,6% e 22,5%, respectivamente. Os estados com menores taxas são Mato Grosso (3,6%), Santa Catarina (4,4%), São Paulo (4,9%), Minas Gerais (7,3%) e Goiás (7,6%).

Ainda de acordo com os números do Censo da Educação, o percentual de estudantes que estão atrasados na escola é maior nos estados do Norte e Nordeste. No Pará, quase 40% dos alunos do Ensino Fundamental não cursam a série adequada para sua idade, enquanto a média nacional é de 23,6%. No Ensino Médio, o problema atinge quase 60% dos alunos paraenses.

Pela legislação que organiza a oferta do ensino no país, a criança deve ingressar aos 6 anos no 1° ano do Ensino Fundamental e concluir a etapa aos 14. Na faixa etária dos 15 aos 17 anos, o jovem deve estar matriculado no Ensino Médio. De 2008 a 2010, o percentual de alunos que não estão na série adequada registrou leve alta. A taxa passou de 22,1% no Ensino Fundamental, em 2008, para 23,6% em 2010. No Ensino Médio, o percentual era de 33,7% em 2008 e chegou a 34,5% no ano passado.

Na outra ponta, o estado com a menor taxa de distorção idade/série no ensino fundamental é São Paulo: 8,4% dos alunos desta etapa não cursam a série adequada a sua idade. Em seguida aparecem Paraná (14,8%) e Santa Catarina (15,2%). As três unidades da federação também têm os menores índices no Ensino Médio, sendo os estudantes catarinenses os com melhor resultado: 16,4% estão atrasados na escola.

O baixo índice de rendimento dos alunos, tanto no Ensino Médio quanto no fundamental, se reflete quando se busca uma vaga em uma universidade pública. O Inep também analisou o Censo da Educação Superior e mostrou que, na média nacional, três em cada dez estudantes entraram em cursos presenciais de universidades federais em 2010 por meio do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

De acordo com o estudo, 79.506 (31,7%) dos 251.059 novos alunos dessas instituições ingressaram após fazer a prova. No país, 15,4% de todos os estudantes – de instituições públicas ou privadas de ensino superior - entraram por meio do Enem. A região Sul é campeã de acessos às universidades federais via Enem. Quase metade dos ingressantes (44,2%) prestou o exame.

O ano de 2010 foi o primeiro em que os estudantes entraram nas universidades com este novo modelo do Enem. A prova de 2009 foi a que implantou as mudanças no exame.

A taxa de aprovação da região Norte foi a mais baixa do Brasil, com apenas 12,2% de alunos que entraram para uma universidade pública por meio do exame do Enem.

Em termos comparativos com a região Sul, há um verdadeiro abismo entre as duas regiões. No Sul foram 44,2% de ingressos por meio do Enem.

(Diário do Pará)

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