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Reunião decide pela continuidade da greve no PSM

É no mínimo complexa a situação dos pacientes que precisam de atendimento médico no Hospital Pronto-Socorro Mario Pinotti (14 de Março), em Belém, por causa da greve dos servidores, que já dura três dias. Ontem à tarde, diversos usuários foram obrigados a

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É no mínimo complexa a situação dos pacientes que precisam de atendimento médico no Hospital Pronto-Socorro Mario Pinotti (14 de Março), em Belém, por causa da greve dos servidores, que já dura três dias. Ontem à tarde, diversos usuários foram obrigados a deixar a unidade porque não havia profissionais suficientes para atender aos enfermos. Exatamente às 16h04 de ontem, cinco ambulâncias estavam estacionadas no pátio em frente ao PSM da 14 de Março.

A maioria transportou pacientes que não receberam atendimento médico devido, entre eles uma criança de apenas dois anos de idade, que veio trazida de Vigia, nordeste paraense, após cair de cabeça no chão.

A mãe da menina, Thamires Monteiro, de 23 anos, relatou que, ao chegar ao pronto-socorro, foi informada que deveria procurar pelo Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), pois a menina não poderia ser atendida lá devido à situação de greve. “Eles disseram que a minha filha deve ser avaliada por um neurocirurgião e que não tem nenhum médico com essa especialidade aqui”, disse Thamires, preocupada e com a filha no colo, dentro da ambulância. Em frente ao hospital, dezenas de servidoras estavam sentadas em sinal de protesto.

Elas representavam os 70% do quadro funcional que aderiram à paralisação. De acordo com a coordenadora do movimento, Rosana Rocha, os demais 30% que não participam da greve estão com a missão de garantir os atendimentos de emergências do PSM. “Nós vamos fazer uma mobilização nas demais unidades de saúde de Belém para convocar todos os servidores para aderir à nossa greve, pois em todas unidades são necessárias melhores condições de trabalho”, anunciou Rosana, que disse que há um ano tenta negociar com a Sesma.

Sobre o prazo de 45 dias que a Sesma pediu para avaliar o impacto que o reajuste vai provocar no orçamento do órgão, Rosana disse que se trata de uma jogada política para adiar a negociação. “Daqui a quatro dias vão começar os trabalhos para a campanha eleitoral. Eles não poderão fazer nada quando isso começar”, teme Rosana.

Apesar da falta de atendimento médico registrada pela reportagem, a Sesma informou que os prontos-socorros municipais Mário Pinotti (Umarizal) e Humberto Maradei Pereira (Guamá) registraram mais de 700 atendimentos só na segunda-feira, primeiro dia de greve no PSM da 14.

E até o final da tarde de ontem 351 atendimentos foram realizados na 14 de Março – o que estaria dentro da média.SEM EVOLUÇÃODurante uma nova reunião, às 18h de ontem, cerca de 100 servidores do PSM da 14 decidiram pela continuação da greve.

De acordo com o advogado do comando de greve, Dr. Dênis Melo, os servidores estão abertos à negociação, que, segundo ele, está sendo tratada com pouca importância pelas autoridades municipais. “É impressionante o descaso diante de uma greve que atinge um número importante de pessoas. Desde a primeira vez em que anunciamos a possibilidade da paralisação - há uma semana -, não houve nenhum chamado de reunião por parte da prefeitura”.

(Diário do Pará)

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