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Programação orienta sobre a doença falciforme

Nesta terça-feira (19), a Fundação Hemopa participa da comemoração pelo Dia Mundial de Sensibilização das Pessoas com Doença Falciforme, a doença genética de maior incidência no Brasil. No Pará, dos 32.577 pacientes cadastrados no hemocentro, 1.236 são po

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Nesta terça-feira (19), a Fundação Hemopa participa da comemoração pelo Dia Mundial de Sensibilização das Pessoas com Doença Falciforme, a doença genética de maior incidência no Brasil. No Pará, dos 32.577 pacientes cadastrados no hemocentro, 1.236 são portadores da doença. A programação acontecerá no auditório do hemocentro, das 8 às 12h, com palestras educativas sobre o tema e sorteios de brindes.

As palestras, que serão ministradas pela equipe multidisciplinar da Gerência de Serviço Social de Pacientes (Geses), abordarão avanços em pesquisas e tratamentos sobre a doença, além de discutir sobre prevenção e cuidados específicos aos portadores, como a atenção odontológica.

Segundo o Programa de Atenção às Pessoas com Doença Falciforme (PAPDF), a triagem neonatal mostra que no Brasil nascem cerca de 3.500 crianças por ano com doença falciforme, sendo um bebê a cada 1.000 nascimentos. De acordo com a coordenadora de Atendimento Ambulatorial (Coamb) do Hemopa, Iêda Pinto, a doença ainda não tem cura e pode trazer implicações sérias, e até mesmo levar à morte, caso o paciente não tenha assistência adequada. O diagnóstico precoce, o acompanhamento regular com equipe de saúde e o suporte social podem reduzir muito, e até evitar, os agravos e as complicações da doença.

Na Fundação Hemopa os pacientes portadores de anemia falciforme contam com atendimento especializado, feito por uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, odontólogos, fisioterapeutas, fisiatras, pedagogos, psicólogos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

A doença pode ser diagnosticada precocemente com a realização do “Teste do Pezinho”, logo na primeira semana de vida do recém-nascido, em qualquer posto de saúde. Crianças maiores, jovens e adultos podem fazer ainda o exame de sangue eletroforese de hemoglobina, para o diagnóstico da doença e a detecção do traço falciforme. O paciente deve consultar o posto de saúde sobre a oferta desse exame.

ANEMIA FALCIFORME

É uma das doenças hereditárias mais comuns no Brasil, causada por uma modificação (mutação) no gene (DNA) que, em vez de produzir a hemoglobina A, produz uma hemoglobina chamada S. Se uma pessoa recebe um gene do pai e outro gene da mãe, e ambos produzem a hemoglobina S, ela possui um padrão genético chamado SS, causador da anemia falciforme. Essa mutação genética, que produz a hemoglobina S, proliferou há muitos séculos no continente africano, por isso a doença é muito presente no nosso país, cuja população tem em sua base de formação os povos africanos.

Nas pessoas com anemia falciforme, as hemácias, em determinadas situações, assumem a forma de “meia lua” ou “foice”, daí o nome falciforme. Essas hemácias não oxigenam o organismo de maneira satisfatória, porque têm dificuldade em passar pelos vasos sanguíneos, causando má circulação, muitas dores e outros problemas.
Os portadores de anemia falciforme (SS) podem apresentar sintomas brandos ou graves, como crises de dores ósseas, dores na barriga e infecções repetidas. A intensidade das crises varia conforme a idade da pessoa e a presença de outros tipos de hemoglobinas, associadas com a hemoglobina S. Os bebês têm mais infecções e dores, com inchaço nas mãos e nos pés. Nas crianças maiores, as dores ocorrem mais nas pernas, nos braços e no abdomen.

TRATO FALCIFORME

Se uma pessoa receber de um dos pais o gene para hemoglobina S e do outro o gene para hemoglobina A, ela não terá a doença, e sim o traço falciforme (AS). Portanto, essa pessoa não precisa de tratamento porque a doença não se desenvolverá. Caso tenha filhos ou filhas com outra pessoa que também herdou o traço, existe a possibilidade de ela ter uma criança com anemia falciforme (SS).

A médica faz um alerta para que as pessoas diagnosticadas com doença falciforme se cadastrem nos Programas Estaduais de Atenção Integral, para que sejam tratadas de acordo com as normas do Ministério da Saúde (MS). As pessoas diagnosticadas com traço falciforme têm direito à orientação e informação genética na rede pública de saúde, conforme instrução do MS. Para se informar mais sobre o tratamento e a orientação sobre traço falciforme, basta procurar o posto de saúde mais próximo.

O Mistério da Saúde tem uma Cartilha sobre Doença Falciforme disponível na internet. (Agência Pará)

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