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Greve no PSM da 14 deixa lotado o PSM do Guamá

A greve dos servidores do Hospital de Pronto-Socorro Municipal (HPSM) da 14 de Março superlotou o HPSM do Guamá, que já dobrou a média de atendimentos diários de seis mil para 12 mil e até 15 mil por dia, segundo funcionários. “Está tudo superlotado. É me

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A greve dos servidores do Hospital de Pronto-Socorro Municipal (HPSM) da 14 de Março superlotou o HPSM do Guamá, que já dobrou a média de atendimentos diários de seis mil para 12 mil e até 15 mil por dia, segundo funcionários. “Está tudo superlotado. É meningite, é tuberculose, está um verdadeiro caos. A gente já não aguenta mais”, afirmou a funcionária Laise Palheta. Ela diz, entretanto, que algumas reivindicações já teriam sido atendidas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) que divulgou um informe aos trabalhadores municipais da área da saúde, assinado pela secretária Silvia Christina Souza de Oliveira Santos, garantindo a volta do adicional de turno, correspondente a 20% do salário base – que havia sido suspenso e voltará a ser pago a partir de julho; aumento do tíquete alimentação de R$ 160 para R$ 220; além de melhorias como a reforma de unidades de saúde.

Mas o advogado do comando de greve dos funcionários do HPSM da 14 de Março, Denis Melo, afirma que até agora não houve avanço algum nas negociações. Numa reunião realizada às 11h de ontem, a Sesma recebeu as reivindicações dos funcionários, depois de nove dias de greve. Eles queriam uma resposta por escrito até às 18h quando fizeram nova assembleia. Mas como a prefeitura não deu resposta alguma eles decidiram pela continuação do movimento. Além da volta do adicional de turno, como está prometido, eles querem que seja pago à todos e não só a alguns funcionários como acontece hoje. A mesma coisa eles querem para o tíquete alimentação que é pago somente a uma parte dos funcionários. Querem ainda gratificação especial para os funcionários da urgência e emergência e também que a gratificação HPS seja estendida a todos os funcionários e são contra a privatização da saúde.

Hoje os grevistas vão ao Ministério Público do Estado pedir que o órgão atue como mediador da negociação com a prefeitura “para evitar qualquer moléstia maior para a população”. Segundo ele, “hoje não tem nem água para os pacientes tomarem remédio no HPSM da 14”. Em nota, a Sesma informou que recebeu as reivindicações e que a secretaria “está avaliando todas as propostas para responderá à comissão”.

Vereadores cobram recursos e competência
“Eu presto total solidariedade ao movimento grevista dos funcionários da saúde”, afirmou ontem o vereador Carlos Augusto (DEM), durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Belém. Debatendo sobre a paralisação que já dura uma semana nos Hospitais de Pronto -Socorro e algumas unidades de saúde da capital, parlamentares da oposição cobraram mais atuação do legislativo perante a gestão municipal. “Sabemos que o recurso e orçamento para melhorar a condição de trabalho dos servidores existe, mas a gestão não o aplica da forma necessária”, disse o democrata.

Segundo Augusto Pantoja (PPS) a prefeitura de Belém recebeu dinheiro para a construção de quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e para a ampliação de leitos no PSM do Guamá. “Alguns gestores são modelo de incompetência. Devíamos parar de legislar apenas para fiscalizar essa gestão corrupta”, afirmou.

Requerente da sessão especial que deve ampliar as discussões sobre o tema hoje, às 15h, no plenário da CMB, o vereador Fernando Dourado (PSD) diz que há desequilíbrio nos recursos da Secretaria de Saúde de Belém desde 2008. “A gestão municipal não conseguiu destinar mais do que 1% em verbas de investimentos, gasta cerca de 690 milhões só para manter parcamente o sistema funcionando e neste ano destinou somente 0,3% do orçamento para investir no setor”, citou o vereador em pronunciamento.
Dourado acrescentou ainda que o problema enfrentado pelos funcionários públicos com baixa remuneração e péssimas condições de trabalho também esbarra em uma decisão da prefeitura ,que só utiliza 37 dos 40% do limite determinado na Lei de Responsabilidade Fiscal.

(Diário do Pará)

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