O repasse de exatos R$ 2.273.351,61 do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (Rehuf) para o Hospital Universitário João de Barros Barreto ainda não será o suficiente para equilibrar os serviços da unidade de saúde, informou ontem, o diretor geral do HUJBB, Eduardo Leitão. O hospital é um dos 46 universitários que enfrenta uma grave crise financeira.
A unidade já reduziu em 40% o número de internações, medida necessária, segundo o diretor, já que o hospital passa por uma reforma completa. “Não se pode reformar a enfermaria com pacientes internados nela, portanto tivemos que diminuir o quadro”, disse. “Elaboramos o Projeto de Reestruturação Física e Tecnológica do Barros Barreto e estamos conseguindo executá-lo”.
Quando a reforma for concluída, o diretor informou que o hospital terá mais duas novas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e uma nova ala para o tratamento de câncer (Oncologia) está em fase final de construção.
Eduardo Leitão explicou que o dinheiro do Rehuf deveria ter caído na conta do hospital em maio, mas somente essa semana é que será repassado à unidade. “Não sei os motivos na demora do repasse, mas chegará em boa hora. O hospital enfrenta uma crise financeira muito grande, aliás todos os 46 hospitais universitários enfrentam esta crise”, comentou.
O recurso será investido na aquisição de novos equipamentos, materiais e medicamentos, como Tomógrafos, Ressonância Magnética e uma máquina Hemodinâmica. Até o final de 2013, o Barros Barreto poderá contar com a quantia para reequipar o hospital.
DENÚNCIAS
Leitão aproveitou a presença da imprensa para dizer que as denuncias sobre as péssimas condições da estrutura física do prédio do HUJBB são consideradas infundadas. Há um ano o diretor disse ter anunciado que a crise financeira poderia obrigar o hospital a reduzir os serviços de saúde que presta a população.
“Esta crise provoca um desgaste do hospital. O HUJBB é um dos mais importantes hospitais da rede pública de saúde - sustenta as pandemias que acontecem no Estado, faz atendimento de média e alta complexidade. É um hospital que tem padrão de qualidade e capacitação de excelência”, descreveu Eduardo. Ele pretende tornar o hospital referência em outras especialidades médicas como as de Cirurgia na Cabeça e no Pescoço.
Eduardo Leitão frisou ainda que desde que assumiu a administração do hospital, em abril de 2010, luta para que a receita da unidade de saúde seja reajustada de R$ 2 para R$ 3 milhões, para poder equilibrar o funcionamento do hospital.
(Diário do Pará)
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