Terminal Rodoviário lotado, filas enormes para embarcar e um engarrafamento gigantesco na saída da cidade. Foi neste cenário de tumultos e transtornos que começou o penúltimo final de semana do Verão 2012, em Belém. O congestionamento na BR-316 desde a manhã ficou pior desde o inicio da noite. Pelo menos quatro acidentes foram registrados – não houve vítimas fatais. Na rodoviária, de onde aproximadamente 43 mil devem embarcar rumo as praias, balneários e municípios do interior as filas tomaram conta do espaço. Teve empresa que precisou quase que dobrar a frota de ônibus para atender a demanda e outra, que faz linha para Mosqueiro, anunciou que a venda de passagens estava esgotada, mesmo com veículos extras. Nos portos da capital, o movimento foi intenso, porém tranquilo. Colares, Igarapé-Miri, Mosqueiro e Salinas são os destinos mais procurados nesse fim de semana.
Por volta das 16 h, o Terminal Rodoviário de Belém estava lotado. Diversos grupos de veranistas chegavam a todo instante prontos para embarcar. Muitos se anteciparam para comprar a passagem para garantir a viagem, como no caso do grupo do estudante Luan Rodrigues, 21, que decidiram curtir o calor do verão em Marudá, distrito do município de Marapanim, nordeste do Estado. “Nós viemos comprar a passagem na última quarta-feira para garantir que viajaríamos a tempo e dentro de um horário planejado”, comentou. Somente no grupo dele, sete jovens foram em busca de agito na praia. “Estamos viajando apenas com o essencial que são roupas e alimentação, porque muita bagagem chama a atenção e tumultua a viagem”, ressaltou.
O guichê que apresentou a maior fila foi o da empresa que vende passagens para Colares, também no nordeste paraense. A empresa teve que aumentar a frota em 70% para garantir a demanda. “Muita gente comprando e o ideal é que o usuário compre a passagem com antecedência”, comentou a vendedora de bilhetes.
Quem escolheu passar o fim de semana na ilha de Mosqueiro, distrito de Belém, teve dificuldades para viajar. Das duas empresas que fazem o transporte de passageiros para a ilha, uma teve a venda de passagens esgotada por causa do aumento da demanda. “Nós disponibilizamos 15 ônibus extras e todas as passagens foram vendidas”, ressaltou uma funcionária. Na empresa, passagens somente para ir em pé.
Sorte teve a família da autônoma Elida Sampaio, 25, que viajou para Paragominas com a filha, tias e sobrinhas. “Chegamos aqui por volta de quatorze horas e conseguimos passagem para o ônibus das dezessete e trinta” disse. Teve usuário que chegou ao Terminal de manhã e só conseguiu passagem para viajar a noite.

O Sinart, empresa que administra o terminal, estima para este ano um aumento de 3% no número embarques. Até o final do mês, mais de 270 mil veranistas devem deixar a cidade pelo Terminal Rodoviário de Belém. Do outro lado da rua, em frente a rodoviária, uma fila gigantesca tomou conta da Praça da Leitura, em São Brás, onde existe um ponto de ônibus com passagem urbana para Mosqueiro. Apesar da Companhia de Transporte de Belém ter disponibilizado uma frota de mais de 70 ônibus, com 50 extras, a quantidade de veranistas foi tamanha que eles chegaram a esperar durante três horas para embarcar. Para o grupo de amigos do Gerson da Silva, 25, que foram passar o final de semana na casa de um amigo na praia do Chapéu Virado, isso não foi problema. “O importante é que estamos alegres e vamos curtir muito esse final de semana”, celebrava Gerson. Na bagagem tem roupa, bebida, preservativos e muita energia positiva”, ressaltou.
De acordo com o coordenador de fiscalização da Ctbel, Airton Borges, no domingo, 22, a Companhia vai disponibilizar 103 ônibus para trazer os veranistas de Mosqueiro. O último veículo deve sair da Vila, às 21h30. Os coletivos saem a cada 20 minutos. Nos terminais hidroviários, não houve registro de tumultos. Filas grandes surgiram, mas apenas na hora do embarque. Igarapé-Miri foi o destino mais procurado por quem optou por deixar Belém pelas águas.
No final da tarde, aproximadamente 60 carros por minuto passavam pela barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Ananindeua. O engarrafamento começava no Entroncamento e terminava próximo a barreira da PRF. Depois desse trecho, seguiu lento até a entrada de Mosqueiro. De acordo com a PRF, as batidas aconteceram por causa da imprudência dos motoristas que não respeitaram uma distância mínima entre um veículo e outro, por isso a Polícia Rodoviária Federal pede mais uma vez aos motoristas atenção redobrada, não bebam antes de dirigir e nem excedam a velocidade, fatores que são as principais causas de acidentes. (Diário do Pará)
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