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Em 18 anos, aumento do pescado chegou a 832%

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou, nesta segunda-feira (23), que entre julho de 1994 e junho de 2012 os maiores reajustes de preço recaíram sobre os tipos de pescado mais consumidas pela população care

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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou, nesta segunda-feira (23), que entre julho de 1994 e junho de 2012 os maiores reajustes de preço recaíram sobre os tipos de pescado mais consumidas pela população carente do Pará. Dezoito anos após a implantação do Plano Real, o Dieese estima que a piramutaba, por exemplo, teve seu preço elevado em 832,32%.

O Departamento acredita que a falta de uma política pesqueira no Estado fez com que o povo usufruísse pouco da prerrogativa do Pará ser um dos maiores produtores do pescado do país. "Os preços cobrados pelo produto em todo o Estado não estão na mesma proporção da gigantesca produção alcançada ao longo dos anos. O nosso melhor pescado é exportado e o paraense acaba por pagar um preço abusivo pelo que sobra; o principal penalizado tem sido o consumidor, principalmente o de baixa renda", explica o relatório do Dieese.

Além da pimatutaba, outros peixes de consumo popular sofreram grandes reajustes, dentre eles o bagre (809,09 %), a gurijuba (747,50 %), o cação (683 %), a pratiqueira (586,32 %), o xaréu (509,48 %), a sarda (498,18 %), o peixe serra (492,5 %) e a tainha (491,82 %). Dos pescados considerados de primeira, a dourada teve o maior reajuste (649,33 %), seguida do filhote (583,69 %) e da pescada amarela (421,95 %). A inflação calculada para o período está em torno de 317% e a maioria dos salários (com exceção do mínimo) não teve reajuste compatível com a alta dos preços.

De acordo com o Dieese, o Pará é o responsável por quase 50% da produção pesqueira de toda a região Norte, e por 15% de toda a pesca nacional, abastecendo o mercado com cerca de 180 mil toneladas de pescado anualmente. (DOL)

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