plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 27°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Secretário rebate comentários sobre a Santa Casa

Seguindo a linha de raciocínio traçada recentemente pelo governador Simão Jatene na tarde desta segunda-feira (23), o Secretário de Comunicação do Estado, Ney Messias Jr., publicou em sua página pessoal na rede social Twitter comentários sobre os motivos

twitter Google News

Seguindo a linha de raciocínio traçada recentemente pelo governador Simão Jatene na tarde desta segunda-feira (23), o Secretário de Comunicação do Estado, Ney Messias Jr., publicou em sua página pessoal na rede social Twitter comentários sobre os motivos que levariam à superlotação da Santa Casa, diante da recusa de hospitais particulares em atender pacientes do SUS. “A santa casa está assim porque a maioria dos hospitais particulares não está recebendo bebês do SUS”, disse o titular da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom). “Se os médicos que estão denunciando a Santa Casa querem ajudar deveriam denunciar os hospitais particulares que não estão recebendo bebês do SUS”, ressaltou.

No decorrer de suas publicações, o secretário apresentou informações sobre os custos dos atendimentos. “Uma diária de UTI neonatal num hospital particular custa a bagatela de 5 mil reais... enquanto o SUS não paga nem metade disso”... “Sim, em todo sistema é assim, a tabela do SUS é abaixo do q os hospitais e médicos particulares cobram”... “Diferença absurda do que é pago pelo SUS e o que é pago pela tabela particular”, declarou em seu perfil no Twitter, @neymessias.

O Secretário destacou que a direção da Santa Casa já chamou Ministério Público e denunciou o problema da demanda oriunda destes hospitais que recusam receber os atendimentos do SUS, que estariam sobrecarregando o atendimento materno-infantil da fundação estadual. “Santa casa já criou mais 10 leitos emergenciais de UTI neonatal, mesmo assim não vai dar”.

Falando abertamente, Ney Messias também enfatizou: "esta é uma superlotação fabricada e que estoura na Santa Casa. Se os médicos querem ajudar de verdade, deveriam denunciar os hospitais particulares que não estão recebendo pacientes do SUS”, confrontou em sua página pessoal.

O Governo do Estado vem rebatendo os apontamentos do sindicato com o anúncio de investimentos em novos leitos e celeridade nas obras de ampliação da Santa Casa. No último dia 13, o governador Simão Jatene visitou a UTI Neonatal da fundação e determinou um plano emergencial para ampliar vagas. Em seu discurso, o governador apontou “o Sistema Único de Saúde neste país precisa ser repensado e isto é fato, basta olhar as manchetes nacionais.”, disse Simão Jatene. Ainda de acordo com ele a superlotação acontece, na maioria das vezes, porque algumas unidades hospitalares que não são do sistema estadual preferem atender o sistema privado, por conta dos valores pagos pelo SUS. “Então tudo acaba vindo para a Santa Casa. É preciso ter coragem para assumir esse tipo de coisa e a sociedade precisa saber”, afirmou.

Diante de relatos de médicos da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará sobe a precariedade na infraestrutura para atendimento materno-infantil, o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) decidiu fazer amanhã uma representação contra a direção do hospital.

DIREÇÃO DO ÓRGÃO

Por telefone, a presidente da Fundação Santa Casa de Misericórdia, Maria Eunice Begot, confirmou as declarações do secretário e revelou que o valor de uma diária em UTI Neonatal pelo SUS é de R$ 1.000,00, sendo que pode chegar até R$ 2.800,00 em hospitais particulares.

Inclusive, informou que além de não receber os bebês, os hospitais particulares também não estariam recebendo gestantes. “A Santa Casa é um hospital de referência no Estado para casos de gravidez de risco. Já as gestações de média complexidade, contudo, podem ser atendidas em hospitais particulares conveniados ao SUS, porém, não é o que está acontecendo, inclusive para com os bebês que nascem no referido hospital”, destaca, justificando a superlotação.

Ainda de acordo com a presidente, a Santa Casa dispõe atualmente de 107 leitos, sendo 40 deles para UTI (unidade de terapia intensiva), enquanto hospitais particulares como Ordem Terceira e Saúde da Criança, ambos em Belém, possuem entre 10 e 30 leitos, respectivamente, que deveriam atender os casos de menor complexidade.

“A justificativa (dos hospitais particulares) está na carência de médicos neonatologistas e anestesistas, principalmente durante plantões. Além disso, sabemos que alguns hospitais recebem auxílio da Rede Cegonha, do Ministério da Saúde, portanto, não tem porque faltar profissional nem estrutura”, avalia Begot, que confirmou ainda que alguns desses médicos trabalham tanto na fundação quanto na rede privada.

Finalmente, apontou que dentre as 3,8 mil mulheres atendidas na Santa Casa, mais da metade são oriundas de Belém, seguido de Ananindeua, Abaetetuba e Castanhal, e que, a partir de agosto, mais 10 leitos serão criados para receber os bebês do Estado. (DOL)

Leia também:

Direção da Santa Casa será alvo de representação

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!