plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 32°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Engenheiros continuam como reféns em aldeia

Três funcionários da Norte Energia, concessionária responsável pela administração da Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, permanecem há três dias como reféns de índios na aldeia Muratu. Na última terça-feira (24), os engenheiros foram impedidos de dei

twitter Google News

Três funcionários da Norte Energia, concessionária responsável pela administração da Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, permanecem há três dias como reféns de índios na aldeia Muratu. Na última terça-feira (24), os engenheiros foram impedidos de deixar a aldeia após uma tentativa de reunião entre a empresa e os índigenas que discutiu mecanismos para transpor embarcações no rio Xingu, que deve ser fechado na altura do canteiro de obras de Pimental.

A Fundação Nacional do Índio (Funai), através de dois servidores, está no comando das negociações entre empresa e índios.

Para fechar a barragem do rio Xingu, a empresa precisa de uma licença do Ibama. O Movimento Xingu Vivo diz que justamente por isso, a Norte Energia pretendia realizar quatro reuniões com as populações indígenas e ribeirinhas, as quais, com a construção, ficarão sem acesso fluvial à Altamira.

As consultas também são uma condição para que a Funai faça um parecer que autorize ou não a conclusão do barramento, a ser apresentado ao órgão ambiental.

Uma reunião foi realizada na aldeia Muruatu na segunda-feira (23), com a participação de índios Juruna da Terra Indígena Paquiçamba e dos Arara da aldeia Arara da Volta Grande, mas os indígenas não saíram satisfeitos. “Ninguém entendeu nada do que os técnicos falavam. Não souberam falar como ficará o banzeiro do rio, como nós vamos navegar, e nem o que tinha mudado no projeto desde a primeira versão que eles apresentaram no ano passado. E no final os engenheiros falaram que a gente estava certo mesmo. Mas nós não vamos dar moleza não", disse Giliarde Juruna, liderança da TI Paquiçamba.

Os índios também afirmam que quem entrar na aldeia também será feito refém: "hoje (ontem) a voadeira que foi levar comida pra eles ficou detida, e quem for pra aldeia, vai ficar. Só vamos liberar a imprensa”, promete Juruna.

Segundo a Funai, não há previsão de uma nova reunião para negociar as reivindicações dos índios.

(DOL, com informações do Movimento Xingu Vivo)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!