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Barco leva serviços à população paraense

Histórias de boto, iaras, matintas e curupiras. Imagens que povoam a imaginação e a identidade de quem vive na Amazônia. Registrar e estudar estas narrativas foi o que motivou a criação do projeto “O Imaginário nas Narrativas Orais Populares da Amazônia P

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Histórias de boto, iaras, matintas e curupiras. Imagens que povoam a imaginação e a identidade de quem vive na Amazônia. Registrar e estudar estas narrativas foi o que motivou a criação do projeto “O Imaginário nas Narrativas Orais Populares da Amazônia Paraense” (Ifnopap) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Dezesseis anos depois, o projeto cresceu e hoje além de coletar narrativas, reúne pesquisadores e pensadores levando-os de barco até os lugares dos quais as histórias falam. Pelo caminho, em cada comunidade, a tripulação leva serviços para a população. Desde emissão de documentos até oficinas de arte.

O “seminário embarcado” 2012 do Ifnopap acontece de 2 a 11 de agosto. A programação dos 10 dias do encontro envolve minicursos, palestras e mesas-redondas sobre temáticas da literatura e da biodiversidade amazônicas, além de trilhas, expedições e serviços à comunidade, serviços médicos, como aplicação de vacinas, e outras atividades lúdicas, como o xadrez, grafite e fotografia, abarcando ensino, pesquisa e extensão. Contará com a participação do Instituto Evandro Chagas e os programas ProPaz e Biizu, do Governo do Estado.

Socorro Simões, coordenadora do Projeto, destaca o apoio do Governo do Pará e de outros órgãos, como a Polícia Civil e a Defensoria Pública do Estado, no atendimento ao público: “Nos dias 6 e 7 em Capanema, e 7 e 10 em Viseu, haverá expedição de documentos, como carteiras de identidade e de trabalho, RG, CPF e certidão de nascimento, com todo o apoio jurídico do Governo.”

Com o tema Da Pré-História à Modernidade: Navegando entre o Rio e a Floresta em busca de origens, o evento reunirá mais de 200 professores, pesquisadores, estudantes e profissionais, nas cidades de Vigia, Salinópolis, Viseu, Tracuateua, Bragança, Capanema, São João de Pirabas e Castanhal, além do distrito de Mosqueiro, em Belém.

Conhecer a Amazônia – O projeto integrado da UFPA, surgido em 1993, ainda como projeto de pesquisa, busca hoje, não apenas o mapeamento das histórias orais de populações amazônicas, e sim entender a região e levar assistência a esses povos. “Desde 2001, nós saímos do barco, descemos e fomos conhecer as comunidades. O projeto se redimensionou com o tempo”, diz a coordenadora do Campus Flutuante. (As informações são da Ascom/Ufpa)


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