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NOTÍCIAS PARÁ

Jornal: pedaço essencial do cotidiano

Quando os textos estão sendo escritos e as matérias que chegam às páginas do DIÁRIO começam a tomar forma, o que nos vem à mente são os milhares de leitores que irão ter nas mãos o jornal do dia seguinte. Ainda que a maioria das pessoas não leia todas as

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Quando os textos estão sendo escritos e as matérias que chegam às páginas do DIÁRIO começam a tomar forma, o que nos vem à mente são os milhares de leitores que irão ter nas mãos o jornal do dia seguinte. Ainda que a maioria das pessoas não leia todas as folhas, que quase todos já tenham seus cadernos favoritos, que notícias sejam inevitavelmente ignoradas, a preocupação com que o jornal que vai das editorias para a gráfica é a mesma. E, durante estas três décadas, o DIÁRIO vem cultivando novos e antigos leitores, que retribuem este carinho depositando confiança e redescobrindo, todos os dias, o Estado e o mundo através de suas páginas.

“Não é querendo bajular, mas eu adoro o jornal. Tem tudo que o leitor precisa. Tem o caderno de esportes, de polícia... Eu compro há mais de vinte anos, desde quando ainda era cinquenta centavos”, conta dona Bernadete Freire dos Santos, 62 anos.

CHEIROSINHA

O nome próprio, diferente do usual da senhora, está quase aposentado. Agora, ela é mais conhecida por carregar em si a essência dos produtos que lhe deixaram famosa. Beth Cheirosinha, uma das erveiras mais famosas do Ver-o-Peso, só empresta o DIÁRIO aos amigos feirantes com uma condição: “Como eles sabem que eu compro todo dia, sempre vêm me pedir para ler. Mas eu sempre digo: ‘Me traz ele de volta, não me rasga uma página desse jornal!’”, conta.

Leitora assídua do novo caderno de variedades lançado este ano, o TDB, Beth gosta de acompanhar os acontecimentos da novela das oito logo pela manhã. “Eu só chego em casa à noite, mas já saio do trabalho bem informada. Quando acontece alguma coisa na novela, eu só fico olhando tudo que eu já li no jornal”, fala. Segundo a erveira, até a terceira geração da família começa a acompanhar o DIÁRIO. “O jornal ficou agora R$ 3 no domingo, mas nem por isso eu deixo de comprar. Minha neta sempre me cobra o Diarinho pra ler”, revela.

Trabalhando há mais de trinta anos no Ver-o-Peso, Beth Cheirosinha não se lamenta por ter estudado apenas o suficiente para saber ler e escrever. “Eu gosto de ler desde criança. Talvez se eu tivesse concluído os estudos eu tava num escritório, num laboratório, e não aqui divulgando nossa cultura. Eu acho importante se manter informado porque eu fico mais orientada sabendo das coisas”, diz. A comerciante, além de ler, participa das constantes promoções lançadas pelo DIÁRIO, como a da série lançada no final do ano passado, que reviu obras de autores paraenses.

No entanto, o projeto que ganhou o coração da erveira mais famosa de Belém foi “A Era do Ferro”. Encartadas no primeiro semestre do ano, as maquetes de papel resgataram construções do período do Ciclo da Borracha e ajudaram a divulgar nosso patrimônio histórico. “Eu me apaixonei. É tudo muito lindo. Eu colecionei todas, deixo elas num plástico pra não estragar”, diz empolgada. As favoritas de Beth são as maquetes do Relógio de Ferro e do Mercado de Carne, vizinhos da comerciante. “Isso é minha memória, minha lembrança”, completa.

MEMÓRIA

O desabamento do prédio da construtora Real, em janeiro de 2011, também estava no jornal e ficou na lembrança do arquiteto Allan Feio, 32 anos. Uma das edições históricas do DIÁRIO, a queda do prédio em construção na rua Três de Maio exigiu que boa parte do jornal de domingo, que já havia ido para as rotativas da gráfica, fosse reimpressa. “Foi um fato bem recente que causou muita comoção. Eu lembro que a repercussão durou vários dias seguidos e sempre fatos novos iam surgindo”, relembra. Allan lê o DIÁRIO há tanto tempo que nem recorda quando o abriu pela primeira vez. “Meu pai é assinante, então eu acabo entrando de tabela. Quando eu tô longe da cidade, eu sempre acompanho o conteúdo no DOL, através da edição eletrônica”, conta.

O caderno favorito de Allan é a nova D Semanal. “É uma revista feita pra um público diferenciado. Um material bem desenvolvido, bem produzido, e as fotos, o conteúdo visual dela também é muito bom”, opina o arquiteto. Apesar de gostar de um produto segmentado, para Allan, o fato de o DIÁRIO atingir diversas pessoas é o grande diferencial do jornal. “São vários tipos de interesse feitos para um público bem variado. Isso aproxima bastante o leitor dele (do DIÁRIO). A leitura é acessível, o conteúdo não é muito rebuscado, então não complica”, observa.

AMOR À LEITURA
A estudante Carla Diana Olímpio, 18 anos, está estudando para realizar seu maior desejo: se formar em jornalismo. Leitora nova, Carla começou a acompanhar o jornal há apenas quatro meses, apresentada ao DIÁRIO pelo amigo e repórter Eraldo Paulino. Desde então, Carla o lê todos os dias. “O DIÁRIO tem uma linguagem mais direta, mais envolvente. Ele não enrola e a leitura não fica cansativa”, conta a estudante, que começou acompanhando apenas o caderno Polícia e agora, sempre que pode, lê todo o jornal.

Diferente da maioria das pessoas de sua idade, que dispensam o jornal de papel e preferem se informar através da internet, Carla conta que não abre mão do prazer de poder folhear o DIÁRIO. “Eu acho que é porque eu fui criada numa família muito tradicional. Minha mãe é professora e eu me acostumei a ter sempre um livro na cabeceira. Poder ter contato com a folha de papel é algo que não tem preço”, opina.

Carla, que pretende seguir a profissão de quem ama escrever, sabe que leitura é fundamental não apenas para ser uma boa profissional, mas também para se tornar uma cidadã consciente. “Os livros e os jornais ainda são os principais meios de informação e de transmitir conhecimento. A pessoa que sabe ler, mas não lê, é o como se fosse uma analfabeta, porque não consegue interpretar e não entende nada que acontece a sua volta”, explica. A respeito do interesse em uma possível vaga na reportagem do DIÁRIO, a estudante abre o riso e declara: “Quem sabe um dia, né?”.

Muito mais do que fatos efêmeros que se perdem em páginas amassadas no dia seguinte, o que o DIÁRIO busca é obter o espaço que Beth, Allan e Carla guardaram ao jornal: ser lembrado como parte da vida de seus leitores.

Parabéns na gráfica comemorou aniversário

Os funcionários da gráfica do DIÁRIO DO PARÁ também participaram de uma programação especial que celebrou os 30 anos do jornal, no último sábado. A cerimônia foi presidida pelo diretor presidente da empresa, Jader Filho, que agradeceu a dedicação dos 480 profissionais que fazem do DIÁRIO o maior jornal do Estado, com a credibilidade garantida pelos seus leitores. Em meio às pilhas de jornais, todos cantaram os parabéns e se confraternizaram. O coquetel foi realizado no pátio do prédio onde funciona a gráfica e contou com o show do artista Márcio Macedo, que ficou admirado com o trabalho desenvolvido pelos colaboradores.

Após o agradecimento, Jader Filho cumprimentou pessoalmente cada um dos funcionários da gráfica. “Eles também são peças fundamentais para colocar o jornal em circulação”, disse Jader. “Eu trouxe também a minha família para agradecer a vocês e cumprimentá-los. Todos estão de parabéns!”, exclamou o presidente.

O diretor do Grupo RBA, Camilo Centeno, também congratulou os funcionários. “Independente do departamento em que eles trabalham, todos têm uma função importante a realizar. E se um destes trabalhos faltarem o jornal não sai. Aqui na gráfica, eles [os funcionários] concretizam o produto que é o DIÁRIO”, disse.

O gerente industrial do DIÁRIO, Maurício Martins, conhece bem a colocação de Centeno. Apesar de estar há apenas 3 anos na empresa, destaca a dinâmica do trabalho. “Eu lembro do episódio do desabamento do Real Class. Naquele sábado [29 de janeiro de 2011], uma grande quantidade do jornal já tinha sido rodado e nós paramos tudo porque a edição foi praticamente refeita”, lembrou.

“Cada dia é diferente no trabalho e nós fazemos o serviço com bastante dedicação, porque temos um compromisso com os nossos leitores”, resumiu Maurício Martins.

Funcionário na gráfica há 16 anos, o gerente de circulação Hamilton Pinheiro destacou que o jornal tem muito que comemorar ao longo dessas três décadas de defesa dos interesses do Pará e de compromisso com o povo paraense. “O DIÁRIO circula em mais de 80% do Estado e também chega às principais capitais do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O jornal não é mais só do Estado. É também do país”, apontou Pinheiro.

(Diário do Pará)

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