O deslocamento dos camelôs do Centro Comercial para o Shopping João Alfredo poderá ser feito na primeira quinzena de setembro, conforme prevê a Secretaria Municipal de Economia (Secon). Ontem, a Associação dos Ambulantes do Centro Comercial de Belém (AACCB) se reuniu com a Prefeitura, Ministério Público do Estado (MPE), Corpo de Bombeiros e Polícia Civil para discutir como será feito o remanejamento e as garantias que os trabalhadores terão no novo espaço. Eles temem que a mudança prejudique as vendas, caso outros vendedores ambulantes se instalem nas vias públicas. A mudança deveria ter acontecido no final do semestre passado, o que não aconteceu porque o prédio do shopping foi condenado pelo Corpo de Bombeiros.
A reunião foi intermediada pelo promotor de Justiça Marco Aurélio do Nascimento. Eleo pediu que o poder público crie mecanismos que contribuam para que o vendedor remanejado não sinta a necessidade de se reinstalar nas ruas. “Há uma boa perspectiva de mudança para os trabalhadores ambulantes, visando a saída destes das ruas. Visitei as instalações e dependências do shopping João Alfredo, e a princípio não identifiquei problemas estruturais no local”, disse o promotor.
Para a coordenadora da AACCB, Zilmar Carvalho, a principal preocupação é que o remanejamento seja feito de forma organizada e definitiva, sem transtornos como no mês passado, quando o Corpo de Bombeiros condenou a estrutura do shopping João Alfredo. Ela espera que a Secon cuide para que outros camelôs não se instalem nas ruas, o que iria prejudicar a venda dos remanejados. “Enquanto permanecerem camelôs nas ruas, camelódromo nenhum terá condições de dar certo”, criticou.
O diretor do Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas da Secon, Manoel Ramos, pediu o bom senso dos trabalhadores e ressaltou que o problema também será combater a pirataria. “O maior temor repousa na questão da pirataria, que vem se insuflando com os que comercializam mercadorias lícitas”, frisou.
O Corpo de Bombeiros aguarda a conclusão das obras no shopping João Alfredo para poder realizar vistoria. De acordo com o comandante Carlos Daniel Rosa uma visita prévia foi feita e algumas pendências foram identificadas e estão sendo resolvidas.
(Diário do Pará)
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