Há uma semana não se fala em outra na praça Batista Campos. As placas que alertam para uma lei municipal que proíbe a circulação de cães e ciclistas nos horários de maior movimentação de pessoas dividem opiniões no espaço conhecido como tradicional ponto de lazer da capital.
A praça sempre concentrou passeios entre donos e cães especialmente no início da manhã e fins de tarde, horários vedados de acordo com a lei municipal de número 7.831 de abril de 1997, que apesar de antiga só começa a ser obedecida a partir de agora. “A lei sempre existiu, mas as pessoas alegavam que não tinham conhecimento e que não havia qualquer sinalização no espaço. Agora tem e os donos continuam questionado, muitos não concordam e o desrespeito à determinação ainda é comum, embora nos últimos dias já tenha melhorado”, explica o agente da Guarda Municipal de Belém, Arrenhius Calandrino, responsável pela ordem no local. De acordo com ele, por enquanto as ações da Guarda são de caráter educativo e visam sensibilizar os donos em relação ao respeito às demais pessoas. “A proibição é para horários específicos que concentram os picos de visitação. Acaba dando mais segurança principalmente a crianças e idosos que também passeiam por aqui”, defende.
As placas fixadas em diversos pontos da praça indicam que cães e bicicletas não podem circular no local de 6 às 9 horas e de 16 às 20 horas. Pela lei, o descumprimento da ordem implicará advertência e multa ao infrator em caso de reincidência.
OPINIÕES
A medida, entretanto, está longe de ser consenso. Para o pipoqueiro Emerson da Cruz, o cumprimento da lei é positivo, afinal ele já teria sido prejudicado em diversas ocasiões pela presença de animais e donos ‘relaxados’.“Eu acho que a lei tá certa. Pra mim que trabalho com alimento, é difícil porque muitos donos não ligam quando os cachorros fazem suas necessidades por aí e a gente que sofre com a sujeira”,argumenta Emerson que trabalha no local há pelo 15 anos.
Estudante do colégio José Veríssimo, Wanilce Fagundes diz que concorda parcialmente com a lei. Para ela, os cães não incomodam e, com seus donos, poderiam circular livremente pela praça. “Eles [os cachorros] se comportam bem melhor que muitas pessoas. Acho injusto que eles tenham horário fixo para passear”, justifica a menina.
Como a lei prevê a aplicação a todas as praças públicas de Belém e cobra da administração pública a devida sinalização, o DIÁRIO procurou a assessoria de impensa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). A assessora informou que estão sendo realizados projetos para a adequação, mas pediu que a ligação fosse retomada mais tarde para que buscasse detalhes sobre a atual situação. A reportagem tentou contato depois, mas não conseguiu.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar