O açaí é um alimento indispensável na alimentação do paraense e um dos principais frutos exportados para outros Estados. O apelo é tanto que a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) pretende transformar a iguaria na grife do Pará. Ela é o carro-chefe das chamadas “superfrutas paraenses”, denominação atribuída às frutas que reúnem cor, sabor e componentes diferenciadamente nutritivos.
Ao lado do “petróleo negro”, como é conhecido o suco do açaí, outras frutas também estão na mesma classificação, entre elas cupuaçu, bacuri, cacau, acerola, mangustão e outras espécies típicas da região amazônica. Segundo a diretora de Mercado e Atração de Investimentos da Seicom, Fátima Gonçalves, a ideia é fazer do açaí o símbolo do Pará, o primeiro da lista das superfrutas paraenses.
“Assim como o champanhe é um dos símbolos da França e o vinho é referência no Chile, o açaí será a grife do Pará. É um alimento com alto consumo interno, elevado valor nutritivo e com ampla aceitação em outras regiões do Brasil e até no exterior”, explica.
Com a produção e o consumo do açaí consolidados, o grande desafio, segundo Fátima Gonçalves, é fazer a verticalização da produção, atraindo investimentos na área, como foco na geração de emprego e renda. Para isso, é preciso manter o alimento processado no Estado e atrair investimentos em outras instâncias, além da coleta e o processamento.
“O açaí sai do Pará na forma de suco. A proposta é atrair investidores que possam trabalhar essa matéria-prima dentro do Estado, usando fontes benéficas em outras áreas além da alimentação. Um exemplo é a indústria de cosméticos”, observa.
Para atrair investimentos na área de fruticultura, em especial nas superfrutas, o governo do Estado lança mão de parcerias e capacitações. Estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi apresentado por técnicos da Seicom à representantes do Conselho Nacional de Agricultura e Ministério da Agricultura com o objetivo de informar as vantagens que o Estado oferece aos investidores.
O Pará também está entre os três Estados brasileiros (ao lado da Bahia e de Pernambuco) que têm apoio técnico oferecido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), com a profissionalização da atração de investimentos.
“Somos os maiores produtores de açaí, temos um parque tecnológico, uma secretaria de Estado especifica na área, temos mestres e doutores – tudo isso faz do Pará um Estado potencialmente propício a investimentos de ponta. Hoje temos conhecimento para atrair, atender e fixar o investidor, gerando renda e emprego”, conclui. (Agência Pará)
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