Durante anos, famílias de hansenianos foram desmembradas por conta do “isolamento compulsório” vigente no país até a década de 1980. Esse isolamento consistia na separação de pessoas com hanseníase, que eram obrigadas a permanecer em colônias ou leprosários.
Preocupados em promover o reencontro dessas famílias, o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) reunirá, hoje à tarde, na Casa da Seresta, em Marituba, mais de 200 pessoas para realizar a entrega dos exames de DNA feitos através do Programa Reencontro. O objetivo é identificar os pais, filhos e irmãos que sofreram alienação parental durante esse período.
Fazendo parte desse grupo há sete meses, Basileu Dutra foi um dos que foram beneficiados com o Morhan. Separado do pai desde os 8 meses de idade, o contato com ele só foi acontecer após 10 anos. “Meu nome e dos meus três irmãos não tinha o registro do nome dele. Morávamos no interior e não deu tempo do meu pai nos registrar antes de se internar. Por isso o DNA foi feito só para comprovação”.
(Diário do Pará)
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