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Ato relembra um ano da chacina de Icoaraci

Os nomes de seis adolescentes exibidos em frente à sede do Instituto de Assistência e Previdência do Município de Belém (Ipamb), em Icoaraci, traziam à tona recordações que perduram há um ano. Na noite do dia 19 de novembro de 2011, naquele mesmo local, a

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Os nomes de seis adolescentes exibidos em frente à sede do Instituto de Assistência e Previdência do Município de Belém (Ipamb), em Icoaraci, traziam à tona recordações que perduram há um ano. Na noite do dia 19 de novembro de 2011, naquele mesmo local, a menos de 200 metros de onde moravam, eles foram sumariamente executados. Os adolescentes tinham entre 12 e 17 anos.

Ontem pela manhã, uma caminhada pedindo paz e justiça reuniu amigos, familiares, sociedade civil organizada e vereadores eleitos para cobrar uma solução para o caso. Mesmo tendo ganhado repercussão nacional e internacional, o enredo da chacina permanece sem um desfecho até hoje. Para familiares, os tiros dos assassinatos ainda ecoam.

A caminhada partiu da frente da sede do Ipamb em direção ao Fórum de Icoaraci, após a celebração de uma missa em memória dos jovens. “Eles estudavam, trabalhavam, brincavam juntos e eram cheios de vida. Não é fácil. A gente tenta seguir em frente, mas a dor é muito grande”, fala emocionada Ana Paula Barbosa, 27 anos, irmã de Isaac, 17 anos. Ana Paula resume o desejo dos familiares que, até hoje, não têm o consolo de ter a perda amenizada por uma posição da Justiça. “Nós queremos punições mais severas e mais agilidade na investigação do caso, sem tantos benefícios para os réus”, pede.

Henrique Diaz, 16 anos, estudante do primeiro ano do ensino médio, conta que era amigo e costumava sair com os jovens assassinados. “Eu era amigo de infância, a gente só vivia junto. Imagina se eu estivesse junto deles naquele dia?”, reflete. Como Henrique, outros adolescentes participaram do ato.

Faixas, uniformes de colégio e esculturas formaram um memorial itinerante que acompanhou a caminhada. Sujeito aos mesmos riscos dos amigos, Henrique vacila na hora de imaginar perspectivas melhores. “Tem que melhorar tanta coisa, não dá nem para falar”, desabafa em tom melancólico.

(Diário do Pará)

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